<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779</id><updated>2011-11-26T23:40:42.966Z</updated><category term='Etimologias para descontrair'/><category term='Pervivências'/><category term='Surf'/><category term='Grécia'/><category term='Biografias'/><category term='Poesia'/><category term='História'/><category term='Roma'/><category term='Epicuro'/><category term='Dialécticas'/><category term='Alcibíades'/><title type='text'>breve tempus</title><subtitle type='html'>momentos na cultura antiga</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>65</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-5625326065634142483</id><published>2007-05-28T23:13:00.000+01:00</published><updated>2007-05-28T23:21:26.138+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grécia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dialécticas'/><title type='text'>Uma pacifista disserta sobre a Ilíada.</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Simone Weil&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;A fonte Grega&lt;/em&gt;, Lisboa, Cotovia, 2007. pág. 10:&lt;br /&gt;(acabadinho de comprar na feira do livro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mais pungente ainda, de tal modo o contraste é doloroso, é a súbita evocação, logo apagada, de um outro mundo, o mundo remoto, precário e comovente da paz, da família, esse mundo onde cada homem é para aqueles que o rodeiam aquilo que conta mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;em&gt;Gritava às servas de belos cabelos casa fora&lt;br /&gt;   Que junto ao lume dispusessem um tripé, para que houvesse&lt;br /&gt;   Para Heitor um banho quente ao regressa do combate.&lt;br /&gt;   Ingénua! Não sabia que longe dos banhos quentes,&lt;br /&gt;   O braço de Aquiles o vergara, por causa de Atena de olhos verdes.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Estava de facto longe dos banhos quentes, o infeliz. Não era o único. Quase toda a Ilíada se passa longe dos banhos quentes. Quase toda a vida humana sempre se passou longe dos banhos quentes."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-5625326065634142483?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/5625326065634142483/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=5625326065634142483&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/5625326065634142483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/5625326065634142483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/05/uma-pacifista-disserta-sobre-ilada.html' title='Uma pacifista disserta sobre a Ilíada.'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-6590157298833304521</id><published>2007-05-23T21:45:00.000+01:00</published><updated>2007-05-23T22:16:03.157+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grécia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dialécticas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Etimologias para descontrair'/><title type='text'>Etimologias para reflectir I -  O cosmos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RlSrUdb4BgI/AAAAAAAAADY/Qx_x01fKLFI/s1600-h/m31.2001.650px.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067863848685929986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RlSrUdb4BgI/AAAAAAAAADY/Qx_x01fKLFI/s400/m31.2001.650px.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A etimologia que vos apresento é fruto de uma reflexão sobre o universo em que vivemos aliada a uma constatação factual sobre uma realidade linguística do grego antigo.&lt;br /&gt;Actualmente a maioria de nós liga a palavra «cosmos» ao espaço físico que contém o universo. Recordo-me especificamente do &lt;em&gt;Cosmos&lt;/em&gt; de Carl Sagan, livro de que guardo boas recordações. (Tenho que relê-lo um dia destes!)&lt;br /&gt;Prosseguindo... Para os gregos antigos o &lt;em&gt;kósmos&lt;/em&gt; também significava a ordem do universo, o mundo, daí a «cosmogonia» – a ciência que estuda a génese do universo. Contudo o movimento de ordenar o universo é há muito considerado essencial à própria ordem do universo. Já agora ofereço-vos um pouco de etimologia latina neste caldeirão de ideias: pensemos na semelhança entre «&lt;strong&gt;ordenar&lt;/strong&gt;» e «&lt;strong&gt;ornar&lt;/strong&gt;». Ambos os verbos provêm da mesma riquíssima raiz *ar-, de onde vêm palavras como «ombro», «&lt;strong&gt;arma&lt;/strong&gt;», «artigo», «articulação», «&lt;strong&gt;arte&lt;/strong&gt;», «artífice», «&lt;strong&gt;ordem&lt;/strong&gt;», «primórdio» e até mesmo «ordinário».&lt;br /&gt;Após esta reflexão etimológica latina voltemos aos gregos. Também eles fundiam no &lt;em&gt;kósmos&lt;/em&gt; a ideia de «ordenar» com o «ornar». Daí a nossa «cosmética». O mesmo movimento de «ornar» ligado umbilicalmente ao de «ordenar».&lt;br /&gt;Mas será o cosmos constituído apenas de ordem? Ao que parece, os cientistas que estudam a cosmogonia tiveram que colocar um elemento caótico para que a matemática do universo "batesse certo com a tabuada". Esse elemento é a chamada &lt;a href="http://astro.berkeley.edu/~mwhite/darkmatter/dm.html"&gt;matéria negra&lt;/a&gt;, que não se vê, mas que constitui 90% do universo!!!&lt;br /&gt;Relativamente à cosmética, tenho as minhas reservas pessoais quanto à importância que se dá actualmente à ornamentação, sobretudo quando se trata de uma operação superficial e que não toca o âmago do nosso ser. Não estou a falar apenas de perfumes e águas-de-colónia que com certeza tornam o nosso dia-a-dia mais agradável. Refiro-me ao problema profundo que nos toca a todos: o desvio total do nosso interesse da ética para um caminho onde a superficialidade reina sem concorrência. Todos nós já ouvimos dizer que "a imagem é tudo". O que é natural numa sociedade cuja estrutura basilar é a lógica de mercado, a lógica de comprar e vender. O que se vende é o que se vê e o que está por fora. Quantos de nós já compraram belíssimas maçãs que sabem a nada? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E já agora, será que a ética também se compra e vende? Talvez, mas será essa ética ainda ética ou apenas estética?&lt;br /&gt;Bem o que é facto é que a nação mais «rica» e «desenvolvida» do nosso pequeno planeta gasta mais em produtos cosméticos do que custaria a educação básica para o mundo inteiro. Ora reparem nos seguintes números da O.N.U.:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Global Priorities:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Basic education for everyone in the world 6 $US billions&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Cosmetics in the United States 8 $US billions&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Water and sanitation for everyone in the world 9 $US billions&lt;br /&gt;Ice cream in Europe 11 $US billions&lt;br /&gt;Basic health and nutrition for everyone in the world 13 $US billions&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pet foods in Europe and the United States 17 $US billions&lt;br /&gt;Alcoholic drinks in Europe 105 $US billions&lt;br /&gt;Narcotics drugs in the world 400 $US billions&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Military spending in the world 780 $US billions&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Fonte: &lt;em&gt;Human Development Report 1998&lt;/em&gt;, &lt;a href="http://hdr.undp.org/reports/global/1998/en/pdf/hdr_1998_ch1.pdf" target="_blank"&gt;Chapter 1, p.37&lt;/a&gt;, United Nations Development Programme) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-6590157298833304521?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/6590157298833304521/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=6590157298833304521&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/6590157298833304521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/6590157298833304521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/05/etimologias-para-reflectir-i-o-cosmos.html' title='Etimologias para reflectir I -  O cosmos'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RlSrUdb4BgI/AAAAAAAAADY/Qx_x01fKLFI/s72-c/m31.2001.650px.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-5087056709524976364</id><published>2007-05-14T18:28:00.000+01:00</published><updated>2007-05-14T18:27:39.346+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pervivências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grécia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dialécticas'/><title type='text'>de Xenófanes a Simone Weil - O Outro e Eu</title><content type='html'>"Human beings are so made that the ones who do the crushing feel nothing; it is the person crushed who feels what is happening. Unless one has placed oneself on the side of the oppressed, to feel with them, one cannot understand."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simone Weil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Diz-se que uma vez, passando por um cão a quem batiam,&lt;br /&gt;o lamentou, proferindo tais palavras:&lt;br /&gt;«Pára, não batas mais, porque é a alma de um amigo&lt;br /&gt;que reconheci, ao ouvir a sua voz.»"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Xenófanes frg. 7 Diels)&lt;br /&gt;Trad. por M. Helena da Rocha Pereira, &lt;em&gt;Hélade&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A metempsicose, ou seja, a teoria da transmigração das almas, é uma crença com raízes ancestrais. A sua origem remonta aos países onde o Sol nasce com cor de caril e o mar espelha um céu azul índigo. Para além de todas as intersecções religiosas que se possam fazer entre os gregos antigos e o hinduísmo, há um outro aspecto que me surpreende ainda mais. A metempsicose parece-me acima de tudo um meio muito hábil de mostrar ao homem que o respeito pelos outros seres vivos é essencial para mantermos uma relação saudável com o mundo que nos rodeia. Ao mesmo tempo, esse respeito pelos outros seres vivos obriga a um maior respeito pelos outros seres humanos. O respeito a que me refiro não é um respeito preso a restrições, regras ou regulamentos, o respeito a que me refiro é muito mais vasto, pois exige acima de tudo a capacidade de nos colocar-mos do outro lado, de sermos, pelo mais breve momento que seja, o outro.&lt;br /&gt;Esta ideia que esteve na boca de Pitágoras e de Buda surpreende-me cada vez mais. A capacidade de nos vermos no outro é uma capacidade restrita ao ser humano, e que nos eleva a um plano sem dúvida luminoso. Compreender o outro, a sua dor, sofrimento, alegria, tristeza, felicidade é o que nos torna humanos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-5087056709524976364?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/5087056709524976364/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=5087056709524976364&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/5087056709524976364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/5087056709524976364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/05/de-xenfanes-simone-weil-o-outro-e-eu.html' title='de Xenófanes a Simone Weil - O Outro e Eu'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-6896086597194352377</id><published>2007-05-06T01:21:00.000+01:00</published><updated>2007-05-06T01:32:05.955+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pervivências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roma'/><title type='text'>Horácio e Régio</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Recta vida, Licínio, crê, não há-de&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;ser sempre navegar no alto mar,&lt;br /&gt;nem, temendo de mais a tempestade,&lt;br /&gt;só perto dos rochedos navegar…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem ‘scolhe a regra de ouro mediana&lt;br /&gt;é que evita afinal, com segurança,&lt;br /&gt;tanto o horror da sórdida choupana&lt;br /&gt;como o palácio cuja luz nos cansa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pinheiro mais alto é que mais vezes&lt;br /&gt;p’la fúria do vento é açoutado;&lt;br /&gt;tombam as torres em razão do peso;&lt;br /&gt;dos montes só o cimo é fulminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe que o peito forte, na fortuna,&lt;br /&gt;é que teme a desgraça; mas, na treva,&lt;br /&gt;não deixa de ter esp’rança… Tudo muda:&lt;br /&gt;o Inverno Jove o traz; depois o leva…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bem pode nascer do mal de agora.&lt;br /&gt;às vezes, quando menos se imagina,&lt;br /&gt;Apolo com a lira a Musa acorda;&lt;br /&gt;e nem sempre seu arco ele utiliza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ante o infortúnio que valente&lt;br /&gt;e mais firme te deves ir mostrando.&lt;br /&gt;Segura bem as velas, se és prudente,&lt;br /&gt;quando o vento demais as for inchando…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horácio, &lt;em&gt;Odes&lt;/em&gt; II.10&lt;br /&gt;trad. de David Mourão-Ferreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Plenitude incomportável abraça-me&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;com esse calor inconfundível da memória&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que recordar com mais ardor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o sentir da luz pela primeira vez&lt;br /&gt;ou&lt;br /&gt;aquele último olhar para as cores da vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou ainda&lt;br /&gt;viver na mansidão da serena tarde de Verão&lt;br /&gt;ou&lt;br /&gt;gemer com o alto pinheiro a chuva e a ira da tempestade&lt;br /&gt;esse humano sentir…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;morar na árida placidez&lt;br /&gt;ou&lt;br /&gt;segurar a vida pelos dentes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Régio&lt;br /&gt;1936&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-6896086597194352377?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/6896086597194352377/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=6896086597194352377&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/6896086597194352377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/6896086597194352377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/05/horcio-e-rgio.html' title='Horácio e Régio'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-6983728651001714045</id><published>2007-05-05T23:53:00.000+01:00</published><updated>2007-05-07T13:32:17.647+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Surf'/><title type='text'>Surf VII - Chironweb</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/Rj0MUPJOMhI/AAAAAAAAADQ/RblxHYtMD6A/s1600-h/Chironweb.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5061215098036433426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/Rj0MUPJOMhI/AAAAAAAAADQ/RblxHYtMD6A/s400/Chironweb.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.chironweb.org/"&gt;http://www.chironweb.org/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;El &lt;/em&gt;&lt;a href="http://phobos.xtec.net/sgiralt/chiron/blogs/"&gt;&lt;em&gt;planeta de blogs&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; de Χείρων Chiron es una primera aproximación a la blogosfera clásica. Aquí puedes leer los artículos de los blogs de temática clásica que tenemos sindicados, y puedes añadir tu propio blog.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vale a pena uma visita a este interessante blogue elaborado por professores espanhóis de Clássicas. Uma excelente iniciativa!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-6983728651001714045?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/6983728651001714045/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=6983728651001714045&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/6983728651001714045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/6983728651001714045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/05/surf-vii-chironweb.html' title='Surf VII - Chironweb'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/Rj0MUPJOMhI/AAAAAAAAADQ/RblxHYtMD6A/s72-c/Chironweb.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-1120219127513354124</id><published>2007-05-04T21:17:00.000+01:00</published><updated>2007-05-04T21:33:45.687+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pervivências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roma'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dialécticas'/><title type='text'>De lingua latina exstincta</title><content type='html'>"Na escola onde estou a estagiar, em Cascais, parece que o 12º ano ainda tem uma turma de Línguas e Literaturas, mas nos outros anos já não houve gente suficiente para abrir essa turma. Gostava de saber de quem foi &lt;strong&gt;a brilhante ideia de fazer um agrupamento para uma área em declínio relativamente ao número de alunos que a escolhem.&lt;/strong&gt; Há decisões muito estúpidas, porque é óbvio que aconteceria isto: não há gente suficiente para abrir uma turma. Aqui há uns meses fui à escola secundária onde andei e reparei que no 10º ano havia 3 turmas de Ciências Sociais e Humanas, mas nenhuma de Línguas. É de referir que foi uma escola em que, há nove anos, se conseguiu uma turma inteira de humanidades com a opção de latim; e de todos os que tiveram latim, só eu e outra é fomos para letras, &lt;strong&gt;o que mostra que há quem vá para direito, psicologia, filosofia, sociologia, etc. e tenha interesse na disciplina.&lt;/strong&gt; Para além disso, também as outras línguas, francês e alemão, e a literatura portuguesa são quase extintas. Sim, porque a disciplina de português actual é coisa de crianças e deveria haver um equivalente do Português A, pelo menos para Ciências Sociais e Humanas. &lt;strong&gt;A única conclusão a que posso chegar é que não quiseram tornar o ensino das línguas mais especializado, mas sim extingui-lo. &lt;/strong&gt;É das coisas mais estúpidas no ensino: existirem opções abertas a nível nacional e depois haver um número mínimo de alunos que torna quase impossível que essas opções sejam levadas à prática. Se os senhores do ministério não fossem tão forretas, podiam pagar a mais alguns professores, para que os alunos pudessem realmente ter um ensino que vai ao encontro das suas preferências, em vez de serem obrigados a seguir as escolhas dos outros. Quem quer ir para ciências, é uma maravilha, há em todo o lado. Agora, línguas ou artes, já é preciso ir à procura de escolas a não sei quantos quilómetros de casa... "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;autoria - S.V.&lt;br /&gt;Recolhido nos comentários a &lt;a href="http://livrodeestilo.blogspot.com/2007/05/curso-de-lnguas-e-literaturas-atrai.html"&gt;este texto&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Os sublinhados são meus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-1120219127513354124?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/1120219127513354124/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=1120219127513354124&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/1120219127513354124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/1120219127513354124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/05/de-lingua-latina-exstincta.html' title='De lingua latina exstincta'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-8311998588955988533</id><published>2007-05-01T17:00:00.000+01:00</published><updated>2007-05-01T17:38:31.672+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dialécticas'/><title type='text'>Estudos Clássicos para maiores de 23</title><content type='html'>Para todos os maiores de 23 anos que queiram conhecer o sabor de ler Safo e Homero em Grego, ou de ler Vergílio em Latim e conhecer poesia tão sublime como Camões, ou ler Platão e tirar as suas próprias conclusões e não as conclusões de outros, e mais uma série inumerável de motivos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://estudosclassicos.googlepages.com/maiores23"&gt;Licenciatura em Estudos Clássicos para maiores de 23 anos.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já agora, uma informação para os alunos da Universidade Independente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabiam que podem pedir transferência para qualquer universidade estatal?&lt;br /&gt;A &lt;a href="http://www.fl.ul.pt/"&gt;Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa&lt;/a&gt; bem que precisa de alunos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-8311998588955988533?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/8311998588955988533/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=8311998588955988533&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/8311998588955988533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/8311998588955988533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/05/estudos-clssicos-para-maiores-de-23.html' title='Estudos Clássicos para maiores de 23'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-8629269523759571384</id><published>2007-05-01T15:40:00.000+01:00</published><updated>2007-05-01T16:21:29.214+01:00</updated><title type='text'>Roma - novo livro de Steven Saylor</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.stevensaylor.com/"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059610981150070354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RjdZYWEdllI/AAAAAAAAADI/2xnRjoiH5lU/s400/saylor_Roma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.stevensaylor.com/"&gt;Steven Saylor&lt;/a&gt;, escritor de romances histórico-policiais com pano de fundo na Roma antiga, já lançou o seu último livro. Para os fãs da série &lt;em&gt;Roma sub-Rosa&lt;/em&gt; fica uma pequena desilusão. Parece que o autor se afastou definitivamente de Gordiano e da sua família. Contudo este novo livro, que nas palavras do autor é um romance épico, tem um tema muito interessante - a génese de Roma, desde a fundação até à morte César. Não faço ideia de como Saylor consegue abarcar um tão grande período de tempo em apenas 555 páginas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A versão portuguesa não deve tardar muito a aparecer. Mas como também preciso de manter o inglês em forma, encomendei a versão original. Depois conto-vos como é...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-8629269523759571384?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/8629269523759571384/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=8629269523759571384&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/8629269523759571384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/8629269523759571384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/05/roma-novo-livro-de-steven-saylor.html' title='Roma - novo livro de Steven Saylor'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RjdZYWEdllI/AAAAAAAAADI/2xnRjoiH5lU/s72-c/saylor_Roma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-8908033401066380378</id><published>2007-04-12T23:14:00.000+01:00</published><updated>2007-04-12T23:18:03.103+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pervivências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grécia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dialécticas'/><title type='text'>Dostoiévski e Lucrécio</title><content type='html'>Neste sublime excerto de &lt;em&gt;Crime e Castigo&lt;/em&gt;, Raskólnikov foge do seu melhor amigo, abandona as pessoas que mais ama na vida, a sua irmã e mãe. Fá-lo porque a sua consciência sente o peso insuportável do crime que cometeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Raskólnikov esperava-o ao fundo do corredor.&lt;br /&gt; - Sabia que vinhas atrás de mim – disse. – Volta para lá e fica com elas… E também amanhã e… sempre. Eu… talvez apareça… se for possível. Adeus!&lt;br /&gt; E, sem estender-lhe a mão, foi-se embora.&lt;br /&gt; - Mas para onde vais tu? O que tens? O que se passa? Será possível uma coisa dessas?... – murmurou Razumíkhin, completamente perdido.&lt;br /&gt; Raskólnikov voltou a parar.&lt;br /&gt; - De uma vez por todas: nunca me perguntes nada. Não tenho nada a responder-te… Não venhas ver-me. Se puder, venho eu cá… Deixa-me mas não as deixes a elas. Percebeste?&lt;br /&gt; Fazia escuro no corredor, estavam ao pé do candeeiro. Durante um bom minuto olharam um para o outro em silêncio. Razumíkhin ficou com esse minuto gravado na memória para toda a vida. O olhar fixo e ardente de Raskólnikov parecia mais forte a cada instante que passava, penetrava-lhe na alma, na consciência. De súbito, Razumíkhin estremeceu. Algo estranho relampejou entre eles; qualquer coisa terrível, monstruosa e, num relâmpago, percebida pelos dois… Razumíkhin ficou lívido como um morto.&lt;br /&gt; - Compreendes agora? – disse Raskólnikov com o rosto doentiamente desfigurado. – Volta, vai ter com elas – acrescentou e, dando meia volta, foi rapidamente para fora…"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dostoiévski, &lt;em&gt;Crime e Castigo&lt;/em&gt;, Trad. Nina e Filipe Guerra, Presença 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na vida há o medo do castigo por feitos criminosos,&lt;br /&gt;medo tão horrível quanto o crime e a expiação para o crime:&lt;br /&gt;a prisão, o horrível lançamento da pedra, correntes, executores, cela dos condenados,&lt;br /&gt;buraco, ferro em brasa, fogo; e ainda que estes estejam ausentes,&lt;br /&gt;ainda assim a consciência culpada, aterrorizada perante tudo o que possa acontecer,&lt;br /&gt;aplica o aguilhão e flagela-se a ela própria com chicotes, e enquanto não vir&lt;br /&gt;o fim para as suas misérias ou o limite para o seu castigo receia que estas aflições&lt;br /&gt;possam ser mais graves depois da morte. Assim a vida dos loucos torna-se num inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucrécio, &lt;em&gt;Sobre a natureza das coisas&lt;/em&gt;, III, 113-123.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-8908033401066380378?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/8908033401066380378/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=8908033401066380378&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/8908033401066380378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/8908033401066380378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/04/dostoivski-e-lucrcio.html' title='Dostoiévski e Lucrécio'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-2665324663300001497</id><published>2007-04-06T13:27:00.000+01:00</published><updated>2007-04-06T15:13:34.408+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grécia'/><title type='text'>Homero, Ilíada 1-7</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.fileden.com/files/2007/4/6/960150/Iliada1_7b.mp3"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050314182576420706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RhZR_ciVt2I/AAAAAAAAADA/QV9fKAKPoyc/s400/Iliada1_7.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.fileden.com/files/2007/4/6/960150/Iliada1_7b.mp3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;Deixo-vos uma oferta pascal. Cliquem no texto e liguem as colunas...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-2665324663300001497?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/2665324663300001497/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=2665324663300001497&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/2665324663300001497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/2665324663300001497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/04/homero-ilada-1-7.html' title='Homero, Ilíada 1-7'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RhZR_ciVt2I/AAAAAAAAADA/QV9fKAKPoyc/s72-c/Iliada1_7.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-8879161220046257559</id><published>2007-03-27T17:44:00.000+01:00</published><updated>2007-03-27T22:26:05.717+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grécia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dialécticas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Miller, Termópilas, Irão e EUA</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RgmLpKKPpwI/AAAAAAAAACk/OM4kFfLnY9c/s1600-h/xerxes.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5046718396663572226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RgmLpKKPpwI/AAAAAAAAACk/OM4kFfLnY9c/s400/xerxes.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Frank Miller sempre foi um dos meus desenhadores preferidos. Quando tinha onze ou doze anos lia a saga dos &lt;em&gt;X-men&lt;/em&gt; com o mesmo deleite que hoje leio o &lt;em&gt;Crime e Castigo&lt;/em&gt; de Dostoyevsky. Depois de ler o pequeno livro de B.D., na altura umas edições pequenas da Abril (editora brasileira), voltava a passar os olhos nos soberbos desenhos de Miller. O seu estilo realista encantava a minha estética de puto…&lt;br /&gt;Há algum tempo, descobri que Miller tinha feito uma &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/300_(comic_book)"&gt;&lt;em&gt;graphic novel&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;sobre um tema muito interessante: a batalha das Termópilas, célebre acontecimento histórico em que cerca de trezentos espartanos se sacrificaram, atrasando e desmoralizando o imenso exército de Xerxes.&lt;br /&gt;Até aqui tudo bem, no entanto o livro foi usado para uma adaptação para &lt;a href="http://300themovie.warnerbros.com/"&gt;um filme&lt;/a&gt;, que segue não letra a letra, mas quase quadradinho a quadradinho a concepção inicial de Miller. O problema é que a figura, no mínimo original, de um rei Xerxes seminu, totalmente depilado e tão cheio de piercings que quase parece saído de uma fotografia numa montra de uma loja de tatuagens, não agradou particularmente a certas pessoas no Irão. A quem exactamente, ainda não descobri, mas já ouvi na rádio e encontrei estes artigos sobre a questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL11853-5603-672,00.html"&gt;http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL11853-5603-672,00.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.wakeupfromyourslumber.com/node/978"&gt;“Might there be a small difference between going forth to protect your land from imminent attack, and actually going far away from home to attack a country that never once threatened your way of life?”&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5046718581347165970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RgmLz6KPpxI/AAAAAAAAACs/LQKqLINvfoY/s400/falange.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;A questão não se esgota por aqui, pois, há uma acusação de propaganda política que não me parece completamente despojada de sentido. No entanto, sabemos bem que os americanos são especialistas em propaganda política nos seus filmes e há filmes bem piores onde se explora a ideia do imbecil asiático terrorista fanático machista brutal e sobretudo anti-americano. Entendo que no Irão haja um ressentimento profundo contra as ideias maniqueístas amplamente difundidas pela administração norte americana e seus lacaios. Mas neste caso objectivo, parece-me um erro tomar uma posição político-moral perante um filme baseado numa obra de B.D. que não me parece ter grandes ambições histórico-pedagógicas. Não me parece que Miller tenha desenhado e escrito “300” com o intuito de insultar a grande nação Iraniana, cuja história alcança muito para além dos pequenos dois séculos de história dos E.U.A., mas quem sabe… Só para terminar, o livro foi publicado em 1998.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-8879161220046257559?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/8879161220046257559/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=8879161220046257559&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/8879161220046257559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/8879161220046257559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/03/frank-miller-sempre-foi-um-dos-meus.html' title='Miller, Termópilas, Irão e EUA'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RgmLpKKPpwI/AAAAAAAAACk/OM4kFfLnY9c/s72-c/xerxes.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-7377847111275344419</id><published>2007-03-25T18:15:00.000+01:00</published><updated>2007-03-25T18:16:59.487+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grécia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dialécticas'/><title type='text'>Verdade ou falsidade? - Abertura da Teogonia</title><content type='html'>&lt;em&gt;Comecemos por cantar as Musas Helicónias,&lt;br /&gt;senhoras da grande e divina montanha do Hélicon,&lt;br /&gt;as que dançam com os seus pés delicados em volta da fonte&lt;br /&gt;de águas violáceas e do altar do Crónida todo-poderoso,&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;Foram elas que uma vez ensinaram um belo canto a Hesíodo,&lt;br /&gt;quando ele apascentava os seus cordeiros nas faldas do Hélicon divino.&lt;br /&gt;Eis o que me disseram, dirigindo-se a mim, as deusas,&lt;br /&gt;Musas do Olimpo, filhas de Zeus detentor da égide:&lt;br /&gt;«Pastores que habitais os campos, triste vergonha, que só tendes estômago!&lt;br /&gt;Nós sabemos dizer muitas falsidades, que se parecem com a verdade; mas&lt;br /&gt;também, quando queremos, proclamamos verdades.»&lt;br /&gt;Assim falaram as filhas verídicas do grande Zeus;&lt;br /&gt;deram-me como bordão um soberbo ramo de louro em flor,&lt;br /&gt;cortado por elas; inspiraram-me um canto divino,&lt;br /&gt;para eu glorificar o presente e o passado,&lt;br /&gt;e mandaram-me cantar a raça dos bem-aventurados, que duram sempre;&lt;br /&gt;e celebrá-las sempre a elas também, no princípio como no fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teogonia&lt;/em&gt;, 1-34 .- trad. Maria Helena da Rocha Pereira, &lt;em&gt;Hélade&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abertura da &lt;em&gt;Teogonia&lt;/em&gt; não nos deixa dúvidas quanto à fonte inspiradora do poeta. As Musas, essas deusas que “caminha pela noite fora, a cantar formosas melodias” surgem aqui com um discurso belo, mas malicioso. Parece-me espantoso o modo como a poesia se relaciona com a &lt;em&gt;alétheia&lt;/em&gt;, a verdade. A &lt;em&gt;Teogonia&lt;/em&gt; é um poema que canta, como o nome indica, a génese dos deuses (teo-gonia), a sua origem mitológica.&lt;br /&gt;É notável como no primeiro discurso das Musas, estas logo apontam o tom ambíguo do seu próprio discurso, pois, se as Musas sabem dizer muitas falsidades, também, quando querem, proclamam verdades. &lt;strong&gt;Verdade ou falsidade&lt;/strong&gt;, Hesíodo lança de forma muito hábil uma dúvida germinal no poema que canta a origem dos deuses. Fica desde o início plantada a semente da incerteza, na primeira obra literária “ocidental” cujo tema estrutural é o divino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-7377847111275344419?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/7377847111275344419/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=7377847111275344419&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/7377847111275344419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/7377847111275344419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/03/verdade-ou-falsidade-abertura-da.html' title='Verdade ou falsidade? - Abertura da Teogonia'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-9015406502668949068</id><published>2007-03-21T23:39:00.000Z</published><updated>2007-03-21T23:40:37.914Z</updated><title type='text'>Epicurismo refinado</title><content type='html'>O deus Pã não morreu,&lt;br /&gt;cada campo que mostra&lt;br /&gt;aos sorrisos de Apolo&lt;br /&gt;Os peitos nus de Ceres –&lt;br /&gt;Cedo ou tarde vereis&lt;br /&gt;Por lá aparecer&lt;br /&gt;O deus Pã, o imortal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não matou outros deuses&lt;br /&gt;O triste deus cristão.&lt;br /&gt;Cristo é um deus a mais&lt;br /&gt;Talvez um que faltava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pã continua a dar&lt;br /&gt;Os sons da sua flauta&lt;br /&gt;Aos ouvidos de Ceres&lt;br /&gt;Recumbente nos campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os deuses são os mesmos,&lt;br /&gt;Sempre claros e calmos,&lt;br /&gt;Cheios de eternidade&lt;br /&gt;E desprezo por nós,&lt;br /&gt;Trazendo o dia e a noite&lt;br /&gt;E as colheitas douradas&lt;br /&gt;Sem ser para nos dar&lt;br /&gt;O dia e a noite e o trigo&lt;br /&gt;Mas por outro e divino&lt;br /&gt;Propósito casual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Reis&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-9015406502668949068?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/9015406502668949068/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=9015406502668949068&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/9015406502668949068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/9015406502668949068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/03/epicurismo-refinado.html' title='Epicurismo refinado'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-1371197177048999442</id><published>2007-02-14T16:57:00.000Z</published><updated>2007-02-14T17:00:28.091Z</updated><title type='text'>Até breve...</title><content type='html'>Por motivos de ordem secundária ao funcionamento do blog, mas de ordem primordial para o funcionamento da minha vida o &lt;em&gt;BreveTempus&lt;/em&gt; está neste momento intermitente e quase adormecido. Quando for possível retomar o funcionamento normal avisarei quem puder.&lt;br /&gt;Quem quiser pode ir espreitando aqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até &lt;strong&gt;&lt;em&gt;breve&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-1371197177048999442?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/1371197177048999442/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=1371197177048999442&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/1371197177048999442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/1371197177048999442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/02/at-breve.html' title='Até breve...'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-2643734521687442256</id><published>2007-02-03T11:44:00.000Z</published><updated>2007-02-03T11:50:58.969Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grécia'/><title type='text'>A não perder:</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RcR26QbrotI/AAAAAAAAACY/lr9x7HvY1rc/s1600-h/capa_catalogo_vasos_gregos_p.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5027273827267879634" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 134px; CURSOR: hand; HEIGHT: 205px" height="216" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RcR26QbrotI/AAAAAAAAACY/lr9x7HvY1rc/s400/capa_catalogo_vasos_gregos_p.jpg" width="158" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Vasos Gregos em Portugal - Aquém das Colunas de Hércules&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Datas:26 de Janeiro de 2007 a 15 de Julho de 2007&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Local: Museu Nacional de Arqueologia (Jerónimos)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Organização institucional:Museu Nacional de Arqueologia (MNA)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Comissariado científico:Prof.ªs Doutoras Maria Helena da Rocha Pereira e Ana Margarida Arruda. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Comissário executivo: Ana Isabel Santos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"A cerâmica produzida na Antiga Grécia constituiu sempre, ao longo de séculos, um motivo de atracção e coleccionismo. Ninguém é insensível à beleza plástica destes vasos, que constituem verdadeiras obras de arte, nas quais os motivos pintados, monocromáticos ou policromos, apresentam grande diversidade, desde os geométricos puros até às figurações de elementos da vida quotidiana e de cenas de natureza mitológica, constituindo neste caso verdadeiros ex-libris divulgadores do pensamento filosófico-religioso da Antiguidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entre nós, existe uma certa sensação de quase vazio relativamente a este universo de peças, o qual resulta em grande medida do facto de nunca o coleccionismo de vasos gregos ter aqui sido prosseguido de forma sistemática e não ter também havido em séculos passados "missões arqueológicas" portuguesas no Mediterrâneo centro-oriental.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A presente exposição sugere um horizonte algo diverso do da escassez acima evocada. Em museus e instituições oficiais portuguesas e em colecções privadas existem afinal peças de grande valia histórica e patrimonial, porém muito dispersas e em grande medida desconhecidas, senão inteiramente inéditas. (...)"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Excerto retirado do site oficial: &lt;a href="http://www.mnarqueologia-ipmuseus.pt/?a=2&amp;x=3"&gt;http://www.mnarqueologia-ipmuseus.pt/?a=2&amp;amp;x=3&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-2643734521687442256?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/2643734521687442256/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=2643734521687442256&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/2643734521687442256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/2643734521687442256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/02/no-perder.html' title='A não perder:'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RcR26QbrotI/AAAAAAAAACY/lr9x7HvY1rc/s72-c/capa_catalogo_vasos_gregos_p.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-7870279286509097195</id><published>2007-01-31T22:26:00.000Z</published><updated>2007-01-31T22:38:32.761Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roma'/><title type='text'>Carmen 51 - Catulo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RcEZLR9KxuI/AAAAAAAAACM/oDx28XtQtYk/s1600-h/Pholisora_catullus.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5026326340711401186" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 294px; CURSOR: hand; HEIGHT: 295px" height="354" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RcEZLR9KxuI/AAAAAAAAACM/oDx28XtQtYk/s400/Pholisora_catullus.jpg" width="353" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Aquele parece-me semelhante a um Deus,&lt;br /&gt;aquele, se tal é permitido, parece-me superar os Deuses,&lt;br /&gt;quando está sentado à tua frente,&lt;br /&gt;observando e ouvindo, sem cessar,&lt;br /&gt;o teu doce riso, que a mim, miserável,&lt;br /&gt;arrebata todos os sentidos: porque logo que te vi,&lt;br /&gt;Lésbia, não me resta voz na boca&lt;br /&gt;mas a língua retrai-se, uma leve chama&lt;br /&gt;alastra debaixo do corpo, com seu próprio som&lt;br /&gt;retinem os ouvidos e por uma dupla noite&lt;br /&gt;são cobertos os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ócio, Catulo, é te prejudicial:&lt;br /&gt;com o ócio regozijas e exultas demasiado,&lt;br /&gt;o ócio outrora arruinou reis&lt;br /&gt;e prósperas cidades.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Carmen 51 - &lt;a href="http://www.nndb.com/people/937/000094655/"&gt;Catulo&lt;/a&gt; (séc. I a.C.)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(trad. 5 de Março de 2005)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A borboleta negra possui o belo nome de &lt;a href="http://www.duke.edu/~jspippen/butterflies/commonsootywing.htm"&gt;Pholisora &lt;strong&gt;catullus&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-7870279286509097195?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/7870279286509097195/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=7870279286509097195&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/7870279286509097195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/7870279286509097195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/01/carmen-51-catulo.html' title='Carmen 51 - Catulo'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RcEZLR9KxuI/AAAAAAAAACM/oDx28XtQtYk/s72-c/Pholisora_catullus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-7846913822941449834</id><published>2007-01-28T23:47:00.000Z</published><updated>2007-01-29T10:51:09.485Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Surf'/><title type='text'>Surf VI - Blogues Clássicos</title><content type='html'>Dois textos muito interessantes em dois blogues que costumo visitar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://culturaclassica.blogspot.com/2007/01/influncias-greco-latinas-na-lngua-rabe.html"&gt;Influências greco-latinas na língua árabe&lt;/a&gt; no Cultura Clássica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://livrodeestilo.blogspot.com/2007/01/romance-histrico.html"&gt;Romance Histórico&lt;/a&gt; no Livro de Estilo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-7846913822941449834?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/7846913822941449834/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=7846913822941449834&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/7846913822941449834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/7846913822941449834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/01/surf-vi-blogues-clssicos.html' title='Surf VI - Blogues Clássicos'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-4517186867687695904</id><published>2007-01-27T19:37:00.000Z</published><updated>2007-01-27T19:48:50.691Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grécia'/><title type='text'>Teógnis - Basta de hipocrisia...</title><content type='html'>&lt;em&gt;Não me ames com palavras, tendo noutro lado mente e coração,&lt;br /&gt;se me amas e se fiel é a tua intenção.&lt;br /&gt;Ama-me com mente pura, ou então rejeita-me&lt;br /&gt;e odeia-me e opta pelo conflito aberto.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teógnis vv. 87-90 – Traduzido por Frederico Lourenço em &lt;em&gt;Poesia Grega de Álcman a Teócrito&lt;/em&gt; da Cotovia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hipocrisia é tão velha quanto a espécie humana. Provavelmente surgiu antes de o homem dominar a fala. Teógnis de Mégara (séc. VI a.C.) é um raro exemplo de poesia elegíaca grega arcaica que chegou até nós. Nestes quatro versos deixou-nos a sua vontade de se libertar do véu obscuro da hipocrisia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-4517186867687695904?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/4517186867687695904/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=4517186867687695904&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/4517186867687695904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/4517186867687695904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/01/tegnis-basta-de-hipocrisia.html' title='Teógnis - Basta de hipocrisia...'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-3778082054592223848</id><published>2007-01-24T22:17:00.000Z</published><updated>2007-01-26T10:58:23.230Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grécia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dialécticas'/><title type='text'>Justiça ou Democracia?</title><content type='html'>Não vi programa que a &lt;a href="http://senhorasocrates.blogspot.com/2007/01/coerncia-do-meu-scrates.html"&gt;Xântipa refere neste texto&lt;/a&gt;, mas, de facto, não tenho dúvidas que foi pela sua capacidade manipuladora e provocadora de palmas e assobios que a apresentadora foi escolhida para esse programa. A questão da criança é sensível e confesso que não tenho dados suficientes para emitir uma opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, quanto a Sócrates, considerei o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://senhorasocrates.blogspot.com/2007/01/coerncia-do-meu-scrates.html"&gt;"Sócrates acreditava no sistema, foi julgado pelo sistema e aceitou a decisão do sistema.”&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Com todo o democrático respeito, não posso estar mais em desacordo com a insigne classicista Xântipa, e, pelos vistos, também com o excelso &lt;a href="http://mgreis-hsn.blogspot.com/"&gt;Miguel&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Não me parece de modo nenhum que Sócrates (conforme Platão) acreditasse no sistema democrático. Todavia aqui o problema talvez esteja no "filtro" platónico que nos dá uma só imagem de Sócrates. Recordemos que a imagem, como Platão bem sabe, é apenas uma pálida sombra da verdade.&lt;br /&gt;Voltando à questão, parece-me que Sócrates morre às mãos da justiça porque quer demonstrar a sua superioridade moral perante a própria justiça ateniense e não por a respeitar de um ponto de vista meramente "devocional". Parece-me que Sócrates acredita profundamente na &lt;strong&gt;justiça&lt;/strong&gt; mas pouco na &lt;strong&gt;democracia&lt;/strong&gt;. Por isso se submete à justiça, mas num acto verdadeiramente desafiador do sistema democrático que o condenou à morte. Nem sempre &lt;strong&gt;aceitar&lt;/strong&gt; é concordar, neste caso aceitar parece-me ser &lt;strong&gt;desafiar&lt;/strong&gt;. O Mahatma e Cristo deram frutosos exemplos da desafiadora "aceitação socrática".&lt;br /&gt;No entanto, a questão é extremamente interessante e dá pano para mangas. Com certeza já alguém escreveu uma tese sobre o assunto e provavelmente com uma perspectiva diferente da minha ou da visão da Xântipa.&lt;br /&gt;A ideia que me fica depois de ler o Fédon ou outros diálogos platónicos, é que Sócrates quer mudar, e muito, o sistema e, por isso, coloca-o em rotura a todo o momento. O filósofo ateniense fá-lo, colocando em dúvida os vários intervenientes do sistema ateniense do séc. V: desde o rapsôdo, (&lt;em&gt;Íon&lt;/em&gt;), ao político (&lt;em&gt;Alcibíades&lt;/em&gt;), ao sofista (&lt;em&gt;Protágoras&lt;/em&gt;) e ao filósofo (&lt;em&gt;Parménides&lt;/em&gt;). O mais flagrante ataque ao sistema como um todo é feito na &lt;em&gt;República&lt;/em&gt;, onde o título grego – &lt;em&gt;Politeia&lt;/em&gt; – desmente a tradução ligeiramente falaciosa que a tradição lhe atribuiu. &lt;em&gt;Politeia&lt;/em&gt; quer dizer “política civil”, “constituição do estado” ou ainda “forma de governo” e de modo nenhum se restringe à república.&lt;br /&gt;Na &lt;em&gt;Politeia&lt;/em&gt;, Sócrates desconstrói a base da democracia ateniense – a &lt;em&gt;paideia&lt;/em&gt; (educação) helénica. Na verdade, a &lt;em&gt;pólis&lt;/em&gt; ideal de Platão é muito pouco democrática.&lt;br /&gt;Levantam-se assim as seguintes questões:&lt;br /&gt;Quem realmente está a falar?&lt;br /&gt;Platão ou Sócrates?&lt;br /&gt;Acreditaria Sócrates assim tanto na democracia?&lt;br /&gt;Se acreditava, porque é que Platão o elege como porta-voz da sua ideologia sócio-política profundamente anti-democrática?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questões que deixo ao vosso desejado comentário…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-3778082054592223848?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/3778082054592223848/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=3778082054592223848&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/3778082054592223848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/3778082054592223848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/01/justia-ou-democracia.html' title='Justiça ou Democracia?'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-2578581622990056353</id><published>2007-01-23T23:30:00.000Z</published><updated>2007-01-24T00:07:18.822Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grécia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dialécticas'/><title type='text'>O que é o homem?</title><content type='html'>Todas as grandes e excelentes obras literárias têm momentos de viragem, momentos em que algo se altera profundamente. Seja o rumo da acção ou o destino das personagens. Neste excerto deixo-vos a primeira grande viragem na história da literatura europeia. Príamo, anteriormente rei todo-poderoso de Tróia, pai de inúmeros filhos, é agora um pedinte. E que pede Príamo? Roga a Aquiles que lhe restitua o cadáver torturado do seu filho Heitor, o mais honrado entre os Troianos, o defensor da cidade de muralhas imensas, que foi chacinado pelo temível Aquiles.&lt;br /&gt;Até este momento singular a Ilíada tinha-nos mostrado um Aquiles feroz, autêntico guerreiro implacável, cujo único motor era a sede de vingança. Mas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Respondendo-lhe assim falou Príamo, semelhante aos deuses:&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;Pensa no teu pai, ó Aquiles semelhante aos deuses!&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Respeita os deuses, ó Aquiles, e tem pena de mim,&lt;br /&gt;lembrando-te do teu pai. eu sou mais desgraçado que ele,&lt;br /&gt;e aguentei o que nenhum outro terrestre mortal aguentou,&lt;br /&gt;pois levei à boca a mão do homem que me matou o filho."&lt;br /&gt;Assim falou; e em Aquiles provocou o desejo de chorar pelo pai.&lt;br /&gt;Tocando-lhe com a mão, afastou calmamente o ancião.&lt;br /&gt;E ambos se recordavam: um deles de Heitor matador de homens&lt;br /&gt;e chorava amargamente, rojando-se aos pés de Aquiles;&lt;br /&gt;porém Aquiles chorava pelo pai, mas também, por outro lado,&lt;br /&gt;por Pátroclo. O som do seu pranto encheu toda a casa.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ilíada&lt;/em&gt;, XXIV 486 e 503-512 (trad. Frederico Lourenço)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois deste choro purificador, Aquiles restituiu o cadáver de Pátroclo ao seu Pai. Mas muito mais importante do que isso, torna-se um ser humano capaz de rever a dor do próximo na sua própria dor e, desse modo, humaniza-se. Pouco depois, Aquiles morrerá vítima da seta vingadora de Páris, filho de Príamo e irmão de Heitor, mas morre como um homem pleno na sua dor e também capaz de sentir a dor dos outros. Ainda assim, note-se o seguinte, Aquiles não se cristianiza, pois o que faz não é um acto de caridade, é antes um acto da mais profunda dignidade humana que transcende a mera moral e que nos mostra que ser humano é além de tudo o mais entender o humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Lamento a minha ausência nos últimos dias, mas tem-me sido muito difícil conseguir algum tempo para vos deixar algo com pés e cabeça.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-2578581622990056353?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/2578581622990056353/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=2578581622990056353&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/2578581622990056353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/2578581622990056353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/01/o-que-o-homem.html' title='O que é o homem?'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-6127615655977683619</id><published>2007-01-17T20:20:00.000Z</published><updated>2007-01-17T20:08:22.133Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dialécticas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Etimologias para descontrair'/><title type='text'>Etimologia para descontrair V - Escrever ou tecer um texto? A branco ou a preto?</title><content type='html'>Que relação haverá entre «tecido» e «texto»?&lt;br /&gt;Uma relação estreitíssima aproxima estas duas palavras. A primeira é a sua relação etimológica, já que «texto» vem do particípio passado do verbo latino &lt;em&gt;texere&lt;/em&gt; (tecer), ou seja “coisa tecida” ou “maneira de tecer”. E que mais é um texto, que esse tecido entrecruzado de palavras que formam um todo?&lt;br /&gt;Realmente a etimologia ajuda-nos muitas vezes a percebermos o sentido real das palavras. Assim, começarei a afirmar que determinado “texto está cheio de nódoas” ou que outro “texto resplende de novidade”. O sentido é perceptível e a etimologia agradece, sorridente.&lt;br /&gt;Normalmente, as palavras seguem um percurso linear do concreto para o abstracto, facto que está bem patente na relação entre «texto» e «tecido». Mas nem sempre é assim, pois, na evolução da linguagem, há muito poucas regras fixas e imutáveis, se é que as há… Há sim algumas tendências mais generalizadas e outras mais raras e curiosas. Passar do concreto para o abstracto é uma evolução que nos parece natural, contudo há outras mudanças que não são assim tão lineares como poderíamos esperar.&lt;br /&gt;Descobri recentemente que a raiz do &lt;a href="http://www.esec-antonio-sergio.rcts.pt/aprender/portugues/as_linguas_indo.htm"&gt;proto-indo-europeu &lt;/a&gt;&lt;em&gt;*bhel&lt;/em&gt; é a antiquíssima origem de &lt;em&gt;black&lt;/em&gt; (inglês – preto) e &lt;em&gt;белый&lt;/em&gt; (russo – branco). Impressionante não é? Neste caso &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Semantic_change#Types_of_change"&gt;o fenómeno linguístico&lt;/a&gt; é a derivação. A forma inglesa &lt;em&gt;black&lt;/em&gt; provém do germânico &lt;em&gt;*blakaz&lt;/em&gt;, um particípio de um verbo que significa «inflamar, queimar, arder». Parece-me que faz muito sentido que uma coisa depois de ardida (daí o particípio passado) fique «preta». O «branco» do russo &lt;em&gt;белый &lt;/em&gt;(&lt;em&gt;ainda&lt;/em&gt; não faço ideia como se pronuncia) está obviamente ligado ao brilho da chama.&lt;br /&gt;Demonstra-se assim a imensa criatividade presente no génio humano e facilmente demonstrável na história da língua.&lt;br /&gt;Por esta e outras razões, &lt;a href="http://www.ipetitions.com/petition/contratlebs/tlebs.html"&gt;parece-me ridículo e quase risível lutar-se por determinada nomenclatura&lt;/a&gt;, seja ela branca ou negra, concreta ou abstracta, pois tudo isso é mutável e inconstante. O poder avassalador do tempo acabará irremediavelmente por erradicar todos os vestígios de resistência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-6127615655977683619?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/6127615655977683619/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=6127615655977683619&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/6127615655977683619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/6127615655977683619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/01/etimologia-para-descontrair-v-escrever.html' title='Etimologia para descontrair V - Escrever ou tecer um texto? A branco ou a preto?'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-322097663830566087</id><published>2007-01-15T23:11:00.000Z</published><updated>2007-01-15T23:06:09.083Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dialécticas'/><title type='text'>Há por aí quem diga o que eu diria...</title><content type='html'>Porque "a perfeição moral inclui o passar-se cada dia como se fosse o último, o evitar-se a agitação, a indolência, a falsidade"*, aconselho todos a lerem o que a &lt;a href="http://www.rititi.com/2007/01/momento-no-tengo-el-coo-pa-ruidos.html" target="_blank"&gt;Rititi&lt;/a&gt; tem a dizer sobre determinados assuntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.rititi.com/2007/01/momento-no-tengo-el-coo-pa-ruidos.html" target="_blank"&gt;Despir a hipocrisia das suas belas vestes de moralidade é um acto sempre louvável.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Marco Aurélio,&lt;em&gt; Pensamentos,&lt;/em&gt; VII, 69.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-322097663830566087?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/322097663830566087/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=322097663830566087&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/322097663830566087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/322097663830566087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/01/h-por-quem-diga-o-que-eu-diria.html' title='Há por aí quem diga o que eu diria...'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-2924908481016339403</id><published>2007-01-13T11:39:00.000Z</published><updated>2007-01-14T11:40:45.802Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dialécticas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Para que serve...</title><content type='html'>O &lt;a href="http://livrodeestilo.blogspot.com" target:"_blank"&gt;Ricardo&lt;/a&gt;, no seu &lt;a href="http://livrodeestilo.blogspot.com" target:"_blank"&gt;Livro de Estilo&lt;/a&gt;, levantou uma questão que me parece muito importante:&lt;br /&gt;“&lt;a href="http://livrodeestilo.blogspot.com/2007/01/para-que-serve-um-mestrado-em.html" target:"_blank"&gt;Para que serve um Mestrado em Literatura Latina?&lt;/a&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta pergunta também me é feita várias vezes, apenas com um ligeiro &lt;em&gt;twist at he end&lt;/em&gt;, ou seja, trocando “Latina” por “Grega”.&lt;br /&gt;Parece-me óbvio que a questão subjacente a estas perguntas é:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para que serve estudar línguas clássicas? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta o Ricardo já a deu e bem. Posso apenas acrescentar que se ninguém em Portugal continuar a estudar as línguas clássicas, daqui por umas décadas já não haverá qualquer tradução directa do grego ou latim. Desse modo, terão de ler Platão, Aristóteles, Safo, Homero, Vergílio, Cícero, Séneca e tudo o mais a partir de traduções francesas ou inglesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o problema não me parece ser a resposta. A verdadeira questão está na necessidade da pergunta. Porque se faz tal pergunta?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Porque é que tudo tem de ter uma utilidade imediata?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Porque é que tudo tem de servir para alguma coisa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carácter utilitário da nossa sociedade tende a consumir tudo o resto. Tudo existe apenas para dar lucro monetário. Ora reparem na seguinte frase:“Se não dá dinheiro, não serve para nada e o melhor é acabar com isso depressa, para não gastarmos mais dinheiro com isso.”Não é uma frase estranha aos nossos ouvidos, pelo simples facto de já a aceitarmos sem nos apercebermos das implicações devastadoras que ela traz. A relevância monetária tem tendência a devorar obstinadamente tudo o resto e a própria arte ou cultura só sobrevivem se se juntarem à implacável lógica do mercado. Pois a esta lógica só tenho uma resposta a dar:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não contem comigo!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois da literatura clássica desaparecer vai a toda a outra literatura, por mais viva que seja a língua, e só os “Harry Potters” sobreviverão ao brutal ataque da lógica do lucro. O problema é que os "Harry Potters" são na realidade versões simplistas ou infantilizadas da grande literatura mundial e se esta última acabar já não há fontes para se fazerem mais "Harry Potters".&lt;br /&gt;Atenção que não tenho nada contra os livros da escritora britânica, apenas servem aqui de exemplo, dado o seu esmagador sucesso na lógica de mercado. Antes pelo contrário é primordial que essa literatura mais "leve" exista para atrair para a leitura, e logo para a literatura, grandes massas em todo o mundo.&lt;br /&gt;Mas o que será de Dostoyevsky ou de Proust daqui por uns tempos se não se fizer nada no sentido de alterar a seguinte lógica: "tudo tem de ser simples e útil, não é útil logo não vale dinheiro, não vale dinheiro logo não se faz, não se faz logo não existe".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-2924908481016339403?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/2924908481016339403/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=2924908481016339403&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/2924908481016339403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/2924908481016339403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/01/para-que-serve.html' title='Para que serve...'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-8034757179544661783</id><published>2007-01-12T23:03:00.000Z</published><updated>2007-01-12T23:17:13.654Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dialécticas'/><title type='text'>Só sei que nada sei...</title><content type='html'>Por vezes, gosto de por em causa as regras basilares em que me suporto, e penso que é um exercício saudável, pois só assim nos podemos aperceber de determinados erros que acompanham as nossas pressuposições. Hoje dei comigo a por em causa os critérios que definem se uma palavra existe ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto deu-se quando visitava o &lt;a href="http://letratura.blogspot.com/"&gt;Assim Mesmo, &lt;/a&gt;um &lt;em&gt;Blogue sobre a língua portuguesa, com ocasionais reflexões e incursões noutras áreas, porque afinal a língua cobre toda a realidade. Com marcado sentido pedagógico, sem abdicar do necessário humor.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí encontrei o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://letratura.blogspot.com/2007/01/chapelinho.html"&gt;"Uma amiga, professora (eu não disse já que conheço muitos professores?) apostou comigo, imprudente, em como não existe a palavra «chapelinho», mas «chapeuzinho»."&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gostava de destacar a oração "não existe a palavra «chapelinho»". Não sentem algo de profundamente paradoxal nesta questão? Como é que pode existir ou não uma palavra que acaba de ser escrita e cujo significado é apreensível por grande parte dos falantes da língua?&lt;br /&gt;Compreendo que "intransparente" seja uma palavra que não exista no léxico português, mas ainda assim, a partir do momento que eu a escrevi, ela está ali e existe, quer queiram quer não. Podem lê-la, dizê-la, decorá-la ou esquece-la, mas neste texto ela existe e está ali. O mais curioso ainda é que a maior parte de vocês sabe o que ela significa…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto para chegar à seguinte questão:&lt;br /&gt;Quais são os critérios que "decidem" se uma palavra existe ou não?&lt;br /&gt;Ela ser proferida por determinado grupo de falantes de uma língua?&lt;br /&gt;Têm de ser mais de mil, ou apenas três ou quatro escritores da “praça”?&lt;br /&gt;Têm de ser falantes da “língua padrão”?&lt;br /&gt;Ou a palavra tem de ser atestada em textos literários?&lt;br /&gt;Ou a palavra tem de estar atestada em determinados dicionários? E tudo o que não está lá, não existe?&lt;br /&gt;Ou depende da palavra?&lt;br /&gt;Quem souber a resposta a estas questões, diga por favor…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplos de palavras que todos sabemos o que significam, mas que não existem oficialmente: “ - Deu-lhe um &lt;strong&gt;vaipe&lt;/strong&gt;”&lt;br /&gt;“O &lt;strong&gt;desarrependimento&lt;/strong&gt; é feio porque soa mal, mas ainda é pior quando uma pessoa se arrepende de se ter arrependido.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-8034757179544661783?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/8034757179544661783/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=8034757179544661783&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/8034757179544661783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/8034757179544661783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/01/s-sei-que-nada-sei.html' title='Só sei que nada sei...'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-6938136658720019326</id><published>2007-01-10T20:48:00.000Z</published><updated>2007-01-10T20:58:33.633Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pervivências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grécia'/><title type='text'>Hino a Ares</title><content type='html'>&lt;em&gt;Ares de força superior, condutor de carros, de elmo dourado,&lt;br /&gt;pujante de espírito, detentor de escudo, libertador de cidades, armado de bronze,&lt;br /&gt;de mão vigorosa, incansável, possante com a lança, muralha do Olimpo,&lt;br /&gt;Pai da Vitória eficaz na guerra, aliado de Témis,&lt;br /&gt;soberano dos rebeldes, líder dos homens mais justos,&lt;br /&gt;detentor do ceptro da masculinidade, revolves o ciclo luminoso&lt;br /&gt;no éter por meio das sete constelações, e aí, para a eternidade, os teus cavalos&lt;br /&gt;fogosos te sustentam sobre a terceira abóbada celeste.&lt;br /&gt;Ouve! Defensor dos mortais, dador da corajosa juventude!&lt;br /&gt;envia do alto uma suave luz brilhante, sobre&lt;br /&gt;a minha vida, e o poder de Ares, para que eu possa&lt;br /&gt;afastar a amarga maldade da minha cabeça,&lt;br /&gt;e vergar os enganosos impulsos na minha alma.&lt;br /&gt;Detém também a ira aguçada do meu coração, que me leva&lt;br /&gt;a avançar no gelado fragor da guerra. Mas tu,&lt;br /&gt;Ó bem-aventurado, dá-me a coragem para permanecer nas inofensivas leis da paz,&lt;br /&gt;fugindo da contenda dos malignos soldados de Kêr.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.perseus.tufts.edu/cgi-bin/ptext?doc=Perseus%3Atext%3A1999.01.0137%3Ahymn%3D8"&gt;Hino homérico VIII.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dedicado às vítimas inocentes dos últimos crimes cometidos pelo exército dos EUA na Somália.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não traduzia grego há algum tempo, e por isso, soube-me especialmente bem fazê-lo. Foi como beber a primeira cerveja fresca no calor que se inicia, enquanto se absorve os primeiros raios de Sol de um Verão que desponta. Apenas um apontamento, a falta de palavras em português para "força", em grego e só nos primeiros versos deste hino surgem cinco palavras nesse campo semântico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-6938136658720019326?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/6938136658720019326/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=6938136658720019326&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/6938136658720019326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/6938136658720019326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/01/hino-ares.html' title='Hino a Ares'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-8110960156394510940</id><published>2007-01-07T23:32:00.000Z</published><updated>2007-01-07T23:40:43.540Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Surf'/><title type='text'>Surf V - In english</title><content type='html'>Este fim-de-semana, decidi alargar as minhas leituras na blogosfera. Andei a passear no mundo dos blogues em inglês e encontrei alguns bastante interessantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://tonykeen.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Memorabilia Antonina &lt;/a&gt;– Historia antiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.atrium-media.com/rogueclassicism/" target="_blank"&gt;Rogueclassicism&lt;/a&gt; – Excelente blogue sobre tudo e mais alguma coisa no mundo antigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://remotecentral.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Remote Central&lt;/a&gt; – Arqueologia e astronomia, uma combinação fantástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://darkwing.uoregon.edu/~mharrsch/romanarch.html" target="_blank"&gt;Roman Archaeology&lt;/a&gt; – Repositório actualizado de notícias sobre arqueologia romana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.archaeology.eu.com/weblog/" target="_blank"&gt;Archaeology in Europe&lt;/a&gt; – Semelhante ao anterior mas com um âmbito mais alargado. Tem uma excelente lista de ligações a instituições da área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://martialis.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Martialis &lt;/a&gt;– Um blogue inteiramente dedicado a Marcial, grande poeta romano, mas já não é actualizado há muito tempo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://blog.arlt.co.uk/blog" target="_blank"&gt;ARLT – The association for Latin Teaching&lt;/a&gt; – Blogue de professores de Latim em Inglaterra. O primeiro parágrafo do último texto deles lembra-me alguma coisa:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://blog.arlt.co.uk/blog" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;“The Rubicon is being approached. The study of classics looks soon to cease in Britain. It is a trend that is more than a generation old, but if it continues, no state school will be teaching Greek within five years and within 10, Latin will have virtually died out.”&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://semperegoauditor.typepad.com/ccc/" target="_blank"&gt;Classics in Contemporary Culture&lt;/a&gt; – O nome diz tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://campusmawrtius.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Campus Mawrtius&lt;/a&gt; – Interessante blogue de um classicista reformado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-8110960156394510940?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/8110960156394510940/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=8110960156394510940&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/8110960156394510940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/8110960156394510940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/01/surf-v-in-english.html' title='Surf V - In english'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-8903104361336451879</id><published>2007-01-05T00:35:00.000Z</published><updated>2007-01-05T00:49:42.192Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Etimologias para descontrair'/><title type='text'>Etimologia para descontrair IV - O Mergulho do Sol</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RZ2eOyvTjWI/AAAAAAAAACA/iMRRVoOBBsM/s1600-h/13.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5016339536936144226" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RZ2eOyvTjWI/AAAAAAAAACA/iMRRVoOBBsM/s400/13.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em Sesimbra, o último de 2006, seguido de uma grande festa entre amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pôr do Sol.&lt;br /&gt;Em grego antigo: &lt;em&gt;dusmê aelíou&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dusmê&lt;/em&gt; deriva do verbo &lt;em&gt;duô&lt;/em&gt;, que significa «despir, ir, mergulhar». É com este último significado que surge algumas vezes em grego antigo a expressão “mergulho do sol”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não soa nada mal pois não?&lt;br /&gt;Mas parece-me que a expressão só soará bem aos ouvidos dos sortudos que já viram um &lt;em&gt;dusmê aelíou&lt;/em&gt; no mar. E olhem que não são tantos como isso, pois é preciso reunir algumas condições específicas, como ter o mar derramado a ocidente…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-8903104361336451879?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/8903104361336451879/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=8903104361336451879&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/8903104361336451879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/8903104361336451879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/01/etimologia-para-descontrair-iv-o.html' title='Etimologia para descontrair IV - O Mergulho do Sol'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RZ2eOyvTjWI/AAAAAAAAACA/iMRRVoOBBsM/s72-c/13.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-8963206270502650066</id><published>2007-01-03T01:29:00.000Z</published><updated>2007-01-03T01:34:59.025Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dialécticas'/><title type='text'></title><content type='html'>Para um céptico início de ano encontrei os seguintes excertos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nós admitimos o facto que realmente vemos, e reconhecemos que temos um pensamento particular; mas nós não sabemos como é que vemos ou como é que pensamos. Nós dizemos, em jeito de descrição, que isto parece branco, sem confirmar-mos se realmente é. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Diógenes de Laércio, IX, 103.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu não afirmo que o mel é doce, mas admito que parece ser doce.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Timão, Sobre os sentidos, em D.L. IX 105.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cepticismo à parte, espero que este ano corresponda às vossas expectativas.&lt;br /&gt;Bom ano para todos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-8963206270502650066?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/8963206270502650066/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=8963206270502650066&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/8963206270502650066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/8963206270502650066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2007/01/para-um-cptico-incio-de-ano-encontrei.html' title=''/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-1826295517284364327</id><published>2006-12-30T12:09:00.000Z</published><updated>2006-12-30T12:33:30.435Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pervivências'/><title type='text'>Pervivência III - anti-sublime</title><content type='html'>Sublime no &lt;em&gt;Houaiss eletrônico&lt;/em&gt; ver. 1.00 de 2001:&lt;br /&gt;lat. &lt;em&gt;sublimis,e&lt;/em&gt; 'que vai elevando-se, que se mantém no ar; elevado, alto, sublime; ilustre, nobre, afamado, distinto, glorioso, célebre; altivo, soberbo, presunçoso';&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provando que os clássicos não são apenas fonte do sublime, deixo-vos vários Édipos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=tZQPnOgMUD0" target="_blank"&gt;Édipo 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=74NRMKKx3fU" target="_blank"&gt;Édipo 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=RW8uV4i-Jsg" target="_blank"&gt;Édipo 3&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=mSZ5tlS6UEs" target="_blank"&gt;Édipo 4&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZdPAhNXMOPg" target="_blank"&gt;Édipo 5&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual será o pior?  Não me consigo decidir...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-1826295517284364327?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/1826295517284364327/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=1826295517284364327&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/1826295517284364327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/1826295517284364327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/12/pervivncia-iii-anti-sublime.html' title='Pervivência III - anti-sublime'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-2387175323834617825</id><published>2006-12-27T20:05:00.000Z</published><updated>2006-12-27T16:09:08.509Z</updated><title type='text'>O Brinde e a Fava</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;a href="http://o-brinde-e-a-fava.blogspot.com/"&gt;E eu sonho sem ver&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://o-brinde-e-a-fava.blogspot.com/"&gt;Os sonhos que tenho.&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do único blog actualizado nos dias terminados em 3 e 7: &lt;a href="http://o-brinde-e-a-fava.blogspot.com/"&gt;O Brinde e a Fava&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-2387175323834617825?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/2387175323834617825/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=2387175323834617825&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/2387175323834617825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/2387175323834617825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/12/o-brinde-e-fava.html' title='O Brinde e a Fava'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-7506686100087421775</id><published>2006-12-26T14:55:00.000Z</published><updated>2006-12-26T15:00:10.598Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roma'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>O pior governante de Roma - Calígula?</title><content type='html'>O &lt;a href="http://roma-antiga.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Roma Antiga&lt;/a&gt; é um dos melhores blogues portugueses que conheço sobre o mundo antigo. Tem sempre textos interessantes, profundos e bem documentados sobre questões pertinentes centradas na Roma antiga. Se não o conhecem, não percam tempo, passem por lá. Não faço ideia de quem sejam os autores, por isso não estou a elogiar algum amigo.&lt;br /&gt;Todos os meses o Roma Antiga coloca uma questão aos leitores que depois dá origem a um comentário aprofundado. Para Dezembro e Janeiro está de pé a seguinte questão: Quem foi o pior governante de Roma?&lt;br /&gt;Não conheço de perto todos os governantes de Roma, e a pergunta é extremamente complexa, pelo seguinte motivo: Um bom governante para os populistas é um mau governante para os republicanos e vice-versa. Qual será então o pior ou melhor governante?&lt;br /&gt;César foi um bom governante para os populistas e péssimo para os republicanos, Pompeu foi o oposto...&lt;br /&gt;Para mim o pior governante de Roma foi Calígula, pois com o seu triste exemplo apercebemo-nos que a história pouco ou nada ensina aos homens, pois, apesar do seu rápido (4 anos) mas demolidor governo, os romanos persistiram em colocar no poder homens muito semelhantes a Calígula. Nero foi outro jovem escolhido para &lt;em&gt;princeps&lt;/em&gt; sem a experiência, conhecimentos, capacidade de decisão, bom senso e todas as outras características necessárias para alguém conseguir governar um império que reunia metade da Europa actual e o parte do médio oriente.&lt;br /&gt;Os Romanos (ou a partir de determinada altura a guarda-pretoriana) ofereciam o poder total a um único indivíduo sem saberem quem ele era e o que ele seria capaz de fazer. Muitas vezes baseados em meros laços familiares com outros governantes, homens completamente incapazes foram sucessivamente escolhidos para uma tarefa que os superava em todos os aspectos. Poucos foram os governantes que desempenharam o seu papel com um mínimo de responsabilidade e menos ainda podem ser considerados bom governantes. Destaco neste grupo reduzido Augusto, Adriano e Trajano. Mas até estes cometeram erros imperdoáveis e atrocidades que seriam consideradas hoje em dia intoleráveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-7506686100087421775?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/7506686100087421775/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=7506686100087421775&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/7506686100087421775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/7506686100087421775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/12/o-pior-governante-de-roma-calgula.html' title='O pior governante de Roma - Calígula?'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-1590727448085196301</id><published>2006-12-22T21:37:00.000Z</published><updated>2006-12-22T21:41:45.883Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grécia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dialécticas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Epicuro'/><title type='text'>Epicuro sobre a amizade</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RYxQd02c9dI/AAAAAAAAAB0/DDWeg4el49k/s1600-h/epicuro_XXVII.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5011468958689981906" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RYxQd02c9dI/AAAAAAAAAB0/DDWeg4el49k/s400/epicuro_XXVII.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Entre todas as coisas que a sabedoria proporciona para uma vida inteira em felicidade, a mais importante de longe é a possessão da amizade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Epicuro, &lt;em&gt;Máximas Principais&lt;/em&gt;, XXVII.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-1590727448085196301?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/1590727448085196301/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=1590727448085196301&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/1590727448085196301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/1590727448085196301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/12/epicuro-sobre-amizade.html' title='Epicuro sobre a amizade'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RYxQd02c9dI/AAAAAAAAAB0/DDWeg4el49k/s72-c/epicuro_XXVII.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-5127686393066809599</id><published>2006-12-21T19:08:00.000Z</published><updated>2006-12-21T23:10:15.916Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dialécticas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Quem foram os culpados pela destruição da biblioteca de Alexandria?</title><content type='html'>O &lt;a href="http://eneadactilo.blogspot.com/"&gt;Eneadáctilo&lt;/a&gt;, blogue que desde já recomendo, fez uma pesquisa pela rede em busca dos verdadeiros culpados da destruição da biblioteca de Alexandria. Uma pesquisa muito apreciável, pois o tema é bastante singular. Pelos resumos que fez dos sites, (não fui confirmar todos) a maioria parece apontar Teodósio pela mão de Teófilo ou Júlio César como principais suspeitos do crime.&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://eneadactilo.blogspot.com/"&gt;Eneadáctilo &lt;/a&gt;conclui que os cristãos são os grandes culpados pela destruição da biblioteca e lembra, com alguma razão, outros factos muito pouco confortáveis para os cristãos.&lt;br /&gt;Sem querer fazer juízos, pois não sou juiz, é para mim claro que os cristãos desempenharam um papel muito pouco neutro na preservação da cultura clássica, prova disso é a actual falta de textos de determinados autores, por exemplo o meu amigo Epicuro.&lt;br /&gt;No entanto, a meu ver as generalizações são sempre perigosas e inimigas da verdade. Por exemplo, Santo Agostinho e outros dos chamados “Pais da Igreja” semearam as suas doutrinas cristãs em solo pagão e colheram daí efeitos muito saudáveis e ao mesmo tempo acabaram por preservar a cultura clássica. Outro exemplo é o do papa Leão X que foi um autêntico mecenas da cultura clássica e teve por isso um papel importante na recuperação e reabilitação dos clássicos pagãos. No entanto, outros papas houve que seguiram o caminho oposto. Sisto V transformou as colunas de Trajano e de Antonino em meros pedestais para as estátuas de S. Pedro e S. Paulo e mandou demolir o &lt;em&gt;Septizonium&lt;/em&gt; de Séptimo Severo para usar os materiais da construção em outros edifícios.&lt;br /&gt;Na minha opinião, os povos árabes são hoje em dia vistos de forma muito unívoca, visto que, normalmente olhamos apenas os aspectos negativos da sua história e cultura. Mas, &lt;strong&gt;tal como os cristãos&lt;/strong&gt;, os árabes contribuiram positivamente para a evolução científica e até moral do ser humano. Basta conhecer um pouco da história da matemática, da astronomia, da recepção dos textos de Artistóteles ou até da medecina, para perceber o seu imenso contributo para o bem estar da espécie humana. Por outro lado, os árabes, &lt;strong&gt;tal como os cristãos&lt;/strong&gt;, foram capazes de feitos terríveis e inconcebíveis, contribuindo para guerras e sofrimentos absolutamente desnecessários.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-5127686393066809599?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/5127686393066809599/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=5127686393066809599&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/5127686393066809599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/5127686393066809599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/12/quem-so-os-culpados-da-destruio-da.html' title='Quem foram os culpados pela destruição da biblioteca de Alexandria?'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-7459171732725450583</id><published>2006-12-19T22:07:00.000Z</published><updated>2006-12-19T22:18:46.380Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Surf'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grécia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roma'/><title type='text'>Surf IV - Mitologia na rede</title><content type='html'>Conforme prometi a uma amiga, sugiro-vos algumas ligações a sítios na rede sobre mitologia.&lt;br /&gt;Há inúmeros sítios na rede dedicados à mitologia, seja ela grega, romana, inca ou polinésia. No entanto, a grande maioria dos sítios abordam o tema de forma incipiente e muito superficial. Ainda assim, também há na rede alguns sítios de excelente qualidade sobre mitologia. Deixo-vos aqui alguns desses sítios.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5010364460605175234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 10px auto; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RYhj7k2c9cI/AAAAAAAAABo/5llcofEmhJM/s400/Mythica.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;a href="http://www.pantheon.org/"&gt;Encyclopedia Mythica &lt;/a&gt;parece-me ser um dos melhores sítios sobre mitologia. Contém neste momento mais de sete mil entradas, todos sobre mitologia. Os grandes deuses romanos e gregos têm direito a artigos mais aprofundados, mas pequenas e obscuras divindades também têm direito a uma pequena descrição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://www.ancientlibrary.com/smith-bio/"&gt;Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology&lt;/a&gt; de Smith já aqui citado é uma ferramenta incontornável para quem se interessa sobre mitologia. Especialmente importante para aquelas referências misteriosas e desconhecidas pela maior parte das fontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em português do Brasil, encontrei o &lt;a href="http://mithos.cys.com.br/"&gt;Mithos - Sistema de Pesquisa Mitológica em Hipertexto&lt;/a&gt;, uma lista considerável de personagens mitológicas, oriundas de várias zonas do planeta. A navegação por ordem alfabética é muito interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em língua espanhola, acessível à grande maioria dos portugueses, encontrei o sítio &lt;a href="http://www.elolimpo.com/"&gt;El Olimpo.com&lt;/a&gt;, que, além de ter um design agradável, possui informação pertinente, está actualizado e a sua enciclopédia parece estar ainda a aumentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar, indico-vos o sítio da faculdade de letras da universidade de Lisboa da disciplina de &lt;a href="http://mitologia.com.sapo.pt/"&gt;Arte e Mitologia&lt;/a&gt; do curso de Filosofia. O Professor Carlos João Correia indica vária bibliografia sobre o tema e disponibiliza alguns documentos em &lt;em&gt;pdf&lt;/em&gt; e ligações muito interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relativamente a enciclopédias mitológicas, em português de Portugal não há praticamente nada que mereça destaque. Espero que este facto se venha a alterar no futuro. Se alguém quiser meter-se nisso, posso dar uma ajuda na criação da página.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-7459171732725450583?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/7459171732725450583/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=7459171732725450583&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/7459171732725450583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/7459171732725450583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/12/mitologia-na-rede.html' title='Surf IV - Mitologia na rede'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RYhj7k2c9cI/AAAAAAAAABo/5llcofEmhJM/s72-c/Mythica.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-7602570214797404656</id><published>2006-12-17T20:50:00.000Z</published><updated>2006-12-17T21:07:55.854Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pervivências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grécia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dialécticas'/><title type='text'>Dialéctica VI - Platão vs Godard</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Contra a poesia:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Platão na &lt;em&gt;República&lt;/em&gt;, 382e – 383a:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“- Por conseguinte, Deus é absolutamente simples e verdadeiro em palavras e actos, e nem ele se altera nem ilude os outros, por meio de aparições, falas ou envio de sinais, quando se está acordado ou em sonhos.&lt;br /&gt;- Assim me parece, a mim também, à fé do que dizes.&lt;br /&gt;- Concordas, portanto, - continuei – que haverá um segundo modelo, de acordo com o qual se deve escrever em prosa e em verso acerca dos deuses, como não sendo feiticeiros que mudam de forma nem seres que nos iludem com mentiras em palavras e actos.&lt;br /&gt;- Concordo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A favor da Poesia:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jean-Luc Godard em &lt;a href="http://www.fnac.pt/pt/Catalog/Detail.aspx?cIndex=2&amp;catalog=dvdVhs&amp;amp;categoryN=Filmes&amp;category=dvdAutor&amp;amp;product=37429130926"&gt;&lt;em&gt;Alphaville&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;(1965):&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RYWwUE2c9bI/AAAAAAAAABc/lQGFY2wqkug/s1600-h/alphaville.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5009604019465549234" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RYWwUE2c9bI/AAAAAAAAABc/lQGFY2wqkug/s400/alphaville.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Alfa 60, um computador que controla a sociedade de Alphaville pergunta a Lemmy Caution, o herói de Godard:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- O que transforma a escuridão em luz?&lt;br /&gt;“- A poesia.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá que pensar não dá?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-7602570214797404656?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/7602570214797404656/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=7602570214797404656&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/7602570214797404656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/7602570214797404656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/12/dialctica-vi-plato-vs-godard.html' title='Dialéctica VI - Platão vs Godard'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RYWwUE2c9bI/AAAAAAAAABc/lQGFY2wqkug/s72-c/alphaville.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-1752270605234716286</id><published>2006-12-15T09:31:00.000Z</published><updated>2006-12-15T10:35:07.514Z</updated><title type='text'>O rapsodo e a Ilíada</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RYJrqtj9NII/AAAAAAAAABQ/mXhMhUcjnNo/s1600-h/GTsite.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5008684117118497922" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RYJrqtj9NII/AAAAAAAAABQ/mXhMhUcjnNo/s400/GTsite.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tive ontem um prazer dos grandes… A conselho de um amigo, fui ver &lt;a href="http://www.teatro-dmaria.pt/Temporada/detalhe.aspx?idc=871&amp;amp;ids=16"&gt;uma narração da Ilíada no teatro D. Maria II&lt;/a&gt;. Fiquei surpreendido pela perfeita união entre texto e narração que o artista consegue. A narração é em italiano, e por vezes difícil de seguir, nomeadamente quando o artista acelera o passo, relatando mortes em catadupa. Mas há momentos sublimes, em que o milenar texto da Ilíada cumpre a função para a qual foi criado – ser declamado por um rapsodo. Se nunca leram o livro, se não viram o filme, vão ver Gianluigi Tosto, porque a sua actuação é muito mais a Ilíada dos antigos que qualquer Ilíada em papel ou em filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto do Teatro D. Maria II:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Numa época em que o Ocidente se debate com uma quebra generalizada de regras de conduta moral e social, com uma sociedade descaracterizada do ponto de vista cultural, Gianluigi Tosto, num inovador movimento de aparente regresso ao passado, propõe uma releitura de A Ilíada, de A Odisseia e de A Eneida, convocando o espectador para um momento narrativo em que, mais do que as acções, o centro será a voz do narrador e o “cenário”, mais do que um cenário convencional, será criado pelo próprio espectador a partir das sugestões que as palavras ditas pelo narrador lhe fizerem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da extensão destas três obras, a verdade é que a sua métrica sempre convidou a uma leitura em voz alta das mesmas para que, a par dos acontecimentos narrados, o leitor/ouvinte se pudesse maravilhar e encantar com a musicalidade das palavras. Além disso, o conhecimento prévio das “histórias” presentes em cada uma das épicas, como outrora acontecia com as lendas em causa em cada texto, permite uma total liberdade do “espectador/ouvinte” para a fruição da palavra dita.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-1752270605234716286?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/1752270605234716286/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=1752270605234716286&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/1752270605234716286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/1752270605234716286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/12/o-rapsodo-e-ilada.html' title='O rapsodo e a Ilíada'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RYJrqtj9NII/AAAAAAAAABQ/mXhMhUcjnNo/s72-c/GTsite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-7561612656803055454</id><published>2006-12-13T22:53:00.000Z</published><updated>2006-12-13T23:48:10.785Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grécia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dialécticas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Epicuro'/><title type='text'>Epicuro sobre o prazer</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RYCM3dj9NHI/AAAAAAAAABE/q8Y9h4HIsZI/s1600-h/epicuro_VIII.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5008157670092125298" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 403px; CURSOR: hand; HEIGHT: 40px" height="76" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RYCM3dj9NHI/AAAAAAAAABE/q8Y9h4HIsZI/s400/epicuro_VIII.JPG" width="474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nenhum prazer é em si um mal, mas as acções originárias de alguns prazeres trazem muito mais problemas do que os próprios prazeres.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epicuro, &lt;em&gt;Máximas Principais&lt;/em&gt;, VIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta nossa era onde o prazer individual é o objectivo máximo do ser humano, deveríamos prestar um pouco de atenção a Epicuro. Para ele o prazer era tudo. Mas um prazer reflectido, ponderado, e atemporal, nunca um prazer efémero, súbito, pontual ou ocasional. Ou seja, o prazer real não se extingue num sopro momentâneo, antes chega-nos até aos ossos e aí permanece até ao fim dos nossos dias. Um exemplo contundente: quantos orgasmos não tivemos e viremos a ter em que nunca mais pensámos. No entanto, há certos acontecimentos que temos bem guardados no nosso profundo ser que foram verdadeiros prazeres, dentro desses acontecimentos estão também alguns orgasmos, claro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-7561612656803055454?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/7561612656803055454/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=7561612656803055454&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/7561612656803055454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/7561612656803055454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/12/epicuro-sobre-o-prazer.html' title='Epicuro sobre o prazer'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RYCM3dj9NHI/AAAAAAAAABE/q8Y9h4HIsZI/s72-c/epicuro_VIII.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-3310088934023129300</id><published>2006-12-12T12:20:00.000Z</published><updated>2006-12-12T12:25:04.138Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pervivências'/><title type='text'>Pervivência II - Kavafis e Calímaco</title><content type='html'>Encontrei esta pervivência na &lt;a href="http://www.bomba-inteligente.blogspot.com/"&gt;Bomba&lt;/a&gt;, um dos primeiros blogues portugueses. Provando que não é só a antiguidade que faz a qualidade, a Carla Quevedo oferece-nos esta deliciosa tradução:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Zeus tem grave pesar. Pátroclo&lt;br /&gt;matou Sarpédon; e agora o filho de Menécio&lt;br /&gt;e os Aqueus correm&lt;br /&gt;para tomar e humilhar o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Zeus nada disso consente.&lt;br /&gt;O seu filho amado - que deixou, perdeu-se;&lt;br /&gt;assim era a Lei -&lt;br /&gt;ao menos honrará o morto.&lt;br /&gt;Envia Febo abaixo à planície&lt;br /&gt;instruído para que tome conta do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Febo levanta o cadáver do herói com respeito&lt;br /&gt;e tristeza e leva-o para o rio.&lt;br /&gt;Lava-o do pó e do sangue;&lt;br /&gt;fecha as feridas, sem deixar&lt;br /&gt;nenhum sinal à vista; os aromas&lt;br /&gt;da ambrósia deita sobre ele; e veste-o&lt;br /&gt;com vestes resplandecentes e olímpicas.&lt;br /&gt;Branqueia a sua pele; e com um pente de pérolas&lt;br /&gt;penteia os cabelos negros.&lt;br /&gt;Endireita e deita os seus belos membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora parece um jovem rei condutor de carro -&lt;br /&gt;com vinte e cinco, vinte e seis anos -&lt;br /&gt;descansado depois de ter vencido,&lt;br /&gt;com um carro todo em ouro e os cavalos velocíssimos,&lt;br /&gt;o prémio numa competição célebre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, quando Febo terminou&lt;br /&gt;a sua missão, chamou os seus dois irmãos,&lt;br /&gt;Hipno e Tânato, ordenando-os&lt;br /&gt;que levassem o corpo para a Lícia, um lugar rico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E até esse lugar rico, a Lícia,&lt;br /&gt;caminharam estes dois irmãos,&lt;br /&gt;Hipno e Tânato, e quando chegaram&lt;br /&gt;à porta da casa real,&lt;br /&gt;entregaram o corpo glorioso&lt;br /&gt;e voltaram aos seus trabalhos e afazeres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mal aí o receberam, em casa, começou&lt;br /&gt;com cortejos, e honras, e lamentos&lt;br /&gt;e com inúmeras libações de crateres sagrados&lt;br /&gt;e com tudo o que é apropriado, a triste sepultura;&lt;br /&gt;e depois operários experientes da cidade,&lt;br /&gt;e ilustres trabalhadores da pedra&lt;br /&gt;vieram e fizeram o túmulo e a estela.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Konstandinos Kavafis, 1908, tradução de &lt;a href="http://www.bomba-inteligente.blogspot.com/"&gt;Carla Hilário Quevedo&lt;/a&gt; (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kavafis foi um poeta Alexandrino (1863 – 1933), que retomou temas e formas poéticas que hibernavam desde a época helenística, especialmente para a poesia helénica. Nascido mais de dois mil anos depois da fundação da cidade modelo de Alexandre, Kavafis lembra-me bastante outro poeta alexandrino – Calímaco. Por um lado, pela curiosa partilha do mesmo espaço geográfico (Calímaco nasceu em Cirene, na Líbia, mas passou a maior parte da sua vida activa em Alexandria). Por outro, pela visão “modernista” que ambos têm da estética poética. A obra de Cavafis não foi muito bem recebida pelos poetas gregos seus contemporâneos. Por vários motivos: a linguagem desprendida e realista, considerada desapropriada na altura; o estilo, considerado prosaico e desajustado; a sensualidade extrema. Cavafis diria, sobre a sua obra poética: “sou um poeta ultra moderno, um poeta para as gerações futuras”.&lt;br /&gt;Calímaco, no reinado de Ptolomeu II (285-246 a.C.), rompeu com a poesia clássica, defendendo uma poesia onde a qualidade estética se sobrepunha à dimensão. Por sorte, conhecemos actualmente sessenta e um epigramas completos e seis Hinos. A batalha de Calímaco era contra a imitação banalizante da épica clássica, lutava por uma poesia nova, que percorria “caminhos que os carros nunca trilharam”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://greece.poetryinternationalweb.org/piw_cms/cms/cms_module/index.php?obj_id=2452&amp;amp;x=1"&gt;ITHAKA - A Tribute to Constantine P. Cavafy&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://greece.poetryinternationalweb.org/piw_cms/cms/cms_module/index.php?obj_id=2452"&gt;Poetry International Web&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-3310088934023129300?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/3310088934023129300/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=3310088934023129300&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/3310088934023129300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/3310088934023129300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/12/pervivncia-ii-kavafis-e-calmaco.html' title='Pervivência II - Kavafis e Calímaco'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-7312707434870865095</id><published>2006-12-10T18:55:00.000Z</published><updated>2006-12-10T20:03:08.125Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pervivências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grécia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Etimologias para descontrair'/><title type='text'>Éris, a Discórdia</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RXs34CluK_I/AAAAAAAAAA4/dP1u6jcV3OU/s1600-h/Sistema_Solar.JPG" target="_blank"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5006656846659726322" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RXs34CluK_I/AAAAAAAAAA4/dP1u6jcV3OU/s400/Sistema_Solar.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há alguns meses, a lista de planetas do sistema solar foi alterada. O nosso sistema é agora constituído por apenas oito planetas. Plutão deixou de ser um planeta do sistema solar e passou a ser um planeta anão. Estas alterações devem-se ao facto de a &lt;a href="http://www.iau.org/HOME.2.0.html"&gt;UAI&lt;/a&gt; (União Astronómica Internacional) ter alterado a definição de planeta e ter criado uma nova categoria de corpos celestes – o planeta anão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo &lt;a href="http://www.iau.org/fileadmin/content/pdfs/Resolution_GA26-5-6.pdf" target="_blank"&gt;a quinta resolução da &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.iau.org/HOME.2.0.html"&gt;UAI&lt;/a&gt;, um planeta é um corpo celeste que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Está na orbita do Sol&lt;br /&gt;2. Tem massa suficiente para que a sua auto-gravitação lhe permita assumir uma forma hidrostaticamente equilibrada, ou seja, arredondada.&lt;br /&gt;3. Tenha limpo a vizinhança à volta da sua órbita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um planeta anão é um corpo celeste que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Está na orbita do Sol&lt;br /&gt;2. Tem massa suficiente para que a sua auto-gravitação lhe permita assumir uma forma hidrostaticamente equilibrada, ou seja, arredondada.&lt;br /&gt;3. Não tenha limpo a vizinhança à volta da sua órbita.&lt;br /&gt;4. Não é um satélite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo, &lt;a href="http://solarsystem.nasa.gov/planets/index.cfm" target="_blank"&gt;o sistema solar&lt;/a&gt; é actualmente composto por oito planetas: Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno; e ainda, por dois planetas anões: Plutão e &lt;a href="http://www.ancientlibrary.com/smith-bio/1157.html" target="_blank"&gt;Éris&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Já todos, ou quase todos, conhecemos as divindades correspondentes na mitologia greco-latina. No entanto este último planeta anão, Éris, não é assim tão conhecido.&lt;br /&gt;Na última tradução Portuguesa da Ilíada encontrei o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livroscotovia.pt/livros/poesia_t/iliada.htm" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;Aos Troianos incitava Ares; aos Aqueus, Atena de olhos garços,&lt;br /&gt;assim como o Terror, o Medo e a Discórdia sempre furibunda,&lt;br /&gt;irmã e amiga de Ares matador de homens –&lt;br /&gt;ela que primeiro levanta um pouco a cabeça, mas depois&lt;br /&gt;fixa a cabeça no céu, enquanto caminha sobre a terra.&lt;br /&gt;Foi ela que atirou para o meio deles o conflito que chega a todos,&lt;br /&gt;ao percorrer toda a turba, assim aumentando os gemidos dos homens.&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilíada, IV, vv. 439-445.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;a href="http://www.ancientlibrary.com/smith-bio/1157.html" target="_blank"&gt;Éris&lt;/a&gt; é justamente essa Discórdia que, no casamento de Peleu e Tétis, lançou a maçã da discórdia. Éris não &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RXs3IiluK9I/AAAAAAAAAAg/jNfvTcRikWI/s1600-h/discÃ³rdia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5006656030615940050" style="FLOAT: right; MARGIN: 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RXs3IiluK9I/AAAAAAAAAAg/jNfvTcRikWI/s400/disc%C3%B3rdia.jpg" border="0" target="_blank" /&gt;&lt;/a&gt;foi convidada para esse casamento, já para evitar problemas, no entanto, ela armou-se em penetra e infiltrou-se no copo de água. Quando os deuses estavam “numa boa”, comendo e bebendo a ambrósia divina, Éris lançou uma maçã dourada para o meio dos convidados com a inscrição “para a mais bela”. Hera, Atena e Afrodite disputaram a maça e Zeus achou por bem chamar Páris para decidir qual das deusas seria a mais bela. Incontornavelmente, Páris escolheu Afrodite. Para o recompensar, Afrodite apoiou Páris no rapto de Helena, a causa primordial da destruição de Tróia.&lt;br /&gt;É esta a Éris que temos agora como companhia no nosso cantinho do universo. Não posso deixar de pensar que nos dias que correm foi um nome muito bem escolhido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-7312707434870865095?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/7312707434870865095/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=7312707434870865095&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/7312707434870865095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/7312707434870865095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/12/ris-discrdia.html' title='Éris, a Discórdia'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RXs34CluK_I/AAAAAAAAAA4/dP1u6jcV3OU/s72-c/Sistema_Solar.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-1817343942591855020</id><published>2006-12-08T19:21:00.000Z</published><updated>2006-12-08T19:22:10.204Z</updated><title type='text'>Volto já</title><content type='html'>Devido a uma intoxicação alimentar aguda, o autor remete-se ao silêncio até ter forças para voltar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-1817343942591855020?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/1817343942591855020/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=1817343942591855020&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/1817343942591855020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/1817343942591855020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/12/volto-j.html' title='Volto já'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-3042112494891448841</id><published>2006-12-05T22:07:00.000Z</published><updated>2006-12-05T22:19:55.721Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roma'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dialécticas'/><title type='text'>Da teoria à prática</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RXXvOqOowLI/AAAAAAAAAAM/VHK7c8X0mhw/s1600-h/marco+aurÃ©lio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5005169596025061554" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RXXvOqOowLI/AAAAAAAAAAM/VHK7c8X0mhw/s400/marco+aur%C3%A9lio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Não continues apenas a discutir que tipo de pessoa deve ser uma boa pessoa, sê uma!"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://zipper.paco.net/~yury/LL/aurel.html.utf8" target="_blank"&gt;Marco Aurélio, &lt;em&gt;Pensamentos&lt;/em&gt;, X, 16.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esta vai sem comentários...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-3042112494891448841?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/3042112494891448841/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=3042112494891448841&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/3042112494891448841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/3042112494891448841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/12/da-teoria-prtica.html' title='Da teoria à prática'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lVwfLHC96ZQ/RXXvOqOowLI/AAAAAAAAAAM/VHK7c8X0mhw/s72-c/marco+aur%C3%A9lio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-7049748859169211718</id><published>2006-12-04T22:02:00.000Z</published><updated>2006-12-04T22:13:34.516Z</updated><title type='text'>Tradutor Automático</title><content type='html'>Já devem ter notado que surgiram umas novas bolinhas aí ao lado com as cores de algumas bandeiras de países. Resolvi colocar este tradutor automático, porque, ocasionalmente, vêm parar ao blogue pessoas que com certeza não percebem a nossa língua, no entanto, com o tradutor já podem ficar com uma ideia do conteúdo.&lt;br /&gt;Experimentei algumas línguas e reparei que o programa traduz algumas melhor que outras, e cheguei a algumas conclusões insólitas. Supostamente o inglês teria uma sintaxe simples, comparativamente com as línguas românicas, mas o tradutor tem maiores dificuldades com o inglês do que com francês ou o italiano, por exemplo. Na verdade a tradução para francês deixou-me quase estupefacto, pois não fazia ideia que escrevia francês assim tão fluidamente! (estou a brincar, é claro que os créditos são todos do programador).&lt;br /&gt;Carreguem aí nos ícones e experimentem! Vejam as diferenças na qualidade das traduções consoante as línguas e se gostarem coloquem o tradutor no vosso blogue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor do programa disponibiliza-o &lt;a href="http://www.trankera.org/blog/?p=553/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-7049748859169211718?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/7049748859169211718/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=7049748859169211718&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/7049748859169211718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/7049748859169211718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/12/tradutor-automtico.html' title='Tradutor Automático'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-4738716905952255765</id><published>2006-12-02T16:34:00.000Z</published><updated>2006-12-02T19:01:08.802Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grécia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dialécticas'/><title type='text'>A educação e a natureza humana</title><content type='html'>Diz Sócrates a Adimanto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Logo, ó Adimanto, diremos que as almas mais bem dotadas, se se lhes deparar uma educação má, se tornam extremamente perversas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta pergunta de Sócrates não tem nada de inocente. Platão, pela boca do sábio, refere aqui um dos maiores problemas com que a humanidade se tem debatido - a educação. Segundo Platão, uma boa educação forma boas pessoas e uma má educação forma más pessoas. Até aqui tudo bem, mas Platão introduz mais um elemento na equação. A natureza mais ou menos filosófica das pessoas. Essa natureza filosófica consiste na reunião das virtudes cardinais numa pessoa: coragem, generosidade, facilidade para aprender e memória. Na pergunta citada, Sócrates cruza estas duas variáveis, por um lado a natureza da pessoa e por outro a educação que ela recebe, obtendo o terrível resultado que a humanidade teve oportunidade de testemunhar na segunda guerra mundial, referindo apenas o evento mais terrível e perturbante dos últimos séculos. Basta relembrar que os homens, que mandaram exterminar milhares de pessoas nos campos de concentração, eram extremamente cultos. Mas relativamente ao seu carácter e à sua psicologia não passavam de assassinos perversos. &lt;br /&gt;Vendo a questão à luz de Platão, questiono o seguinte: teriam estes homens essa natureza filosófica, que descrevi em cima, e terão sido corrompidos por uma educação má e errada, ou pelo contrário, teriam uma má natureza, mas tiveram acesso a uma educação elevada, mas que não conseguiu alterar a sua verdadeira natureza?&lt;br /&gt;Sinceramente, desconheço a resposta a esta pergunta, mas tenho as minhas ideias. Contudo deixo-vos aqui a pergunta para a comentarem como quiserem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A citação de Platão foi retirada da tradução da República de Maria Helena da Rocha Pereira, da Gulbenkian, Livro VI, 491e.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-4738716905952255765?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/4738716905952255765/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=4738716905952255765&amp;isPopup=true' title='76 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/4738716905952255765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/4738716905952255765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/12/educao-e-natureza-humana.html' title='A educação e a natureza humana'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>76</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-143763363113894567</id><published>2006-12-01T10:15:00.000Z</published><updated>2006-12-01T10:49:09.170Z</updated><title type='text'>Encerramento da Festa da música</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.petitiononline.com/musica/petition.html"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1627/4506/320/446524/festa%20da%20musica2006.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O ano passado tive o prazer de ir à festa da música. O que me surpreendeu mais foi a adesão de um público global, desde o estudante que dá uma facadazita no orçamento mensal aos típicos intelectuais que não falham eventos de música clássica até às famílias numerosas com três ou quatro miúdos, cada um a puxar para um concerto diferente. Enfim, portugueses mais magros ou mais gordos, mais jovens e menos jovens, mais endinheirados e menos endinheirados, mais cultos e menos cultos, lá estavam todos sentados lado a lado, ouvindo a mesma música.&lt;br /&gt;A festa da música, como é sabido, servia &lt;strong&gt;o interesse público&lt;/strong&gt; de atrair esse grande e diversificado público a uma cultura, neste caso musical, normalmente apenas recebida por uma minoria iluminada.&lt;br /&gt;Com o encerrar da Festa da Música essa luminosidade cultural que começava a aquecer e dar vida a tantos portugueses vai-se apagar e voltar a ser sentida apenas por essa minoria que já tão bem a conhece…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decorre na rede uma &lt;a href="http://www.petitiononline.com/musica/petition.html"&gt;petição&lt;/a&gt; que já assinei e vos convido a assinar. Daí retirei o seguinte excerto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.petitiononline.com/musica/petition.html"&gt;“A declaração dos nossos interesses é a nossa muito antiga paixão pela música, pela grande música, e de termos sido há 6 anos atingidos pelo Cupido da Festa da Música. &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.petitiononline.com/musica/petition.html"&gt;Nem sequer nos move a intenção de fazer a Ministra Isabel Pires de Lima retroceder nas suas muito pouco compreensíveis prioridades, e menos ainda de pressionar o Presidente do CCB a arranjar alternativas de financiamento da Festa da Música, como seria expectável que o fizesse e conseguisse. &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.petitiononline.com/musica/petition.html"&gt;Não temos essa ilusão. &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.petitiononline.com/musica/petition.html"&gt;Apenas protestamos, porque somos portugueses e temos muita pena de ver o país desperdiçar tão grandes oportunidades.”&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-143763363113894567?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/143763363113894567/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=143763363113894567&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/143763363113894567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/143763363113894567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/12/encerramento-da-festa-da-msica.html' title='Encerramento da Festa da música'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-6568541655274008850</id><published>2006-11-29T19:46:00.000Z</published><updated>2006-11-29T19:53:50.978Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grécia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roma'/><title type='text'>Uma curiosa viagem marítima no século V</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.amazon.com/Travel-Ancient-World-Lionel-Casson/dp/0801848083/sr=8-1/qid=1164829367/ref=sr_1_1/102-2757744-6938533?ie=UTF8&amp;s=books"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1627/4506/400/484228/viajar%20na%20antiguidade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Com este texto espero mostrar-vos mais uma peça importante para o nosso entendimento da vida no quotidiano na antiguidade. Fica aqui um relato curioso de Sinésio, um aristocrata grego que realizou esta viagem em 404 da nossa era, desde Alexandria até Cirene, ao longo da costa egípcia e líbia. O texto é especialmente curioso porque nos oferece um relato vivo e espirituoso das experiências do autor durante a viagem, feita num dos muitos barcos que transitavam pelo mediterrâneo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"O nosso armador estava a ser esmagado até à morte por uma dívida pesada. A tripulação era composta por doze homens, com o capitão perfazia treze. Mais de metade eram judeus, incluindo o capitão, uma raça de inconformados que estão convencidos de que a piedade consiste em matar o maior número de gregos possível. Os outros eram rapazes do campo, que até ao ano passado nunca tinham tocado num remo. A única coisa que tinham em comum era todos terem um defeito físico. Assim, enquanto não corríamos perigo, eles faziam piadas sobre isto e tratavam-se uns aos outros pelas suas desgraças em vez de pelos seus verdadeiros nomes: Aleijado, Burro, Maneta, Vesgo; cada um deles tinha a sua alcunha. Tudo isto nos divertia imenso. Mas, em tempo de necessidade, não tinha piada nenhuma, pois, nós tínhamos razão para gemer sobre estes defeitos, visto que havia mais de cinquenta passageiros, sendo cerca de um terço mulheres e na maioria jovens e bonitas. Mas não nos invejem, éramos separados por uma cortina, grande e forte, um pedaço de vela que se tinha recentemente rasgado, uma verdadeira muralha de Semiramis aos olhos de homens decentes. Mas até o próprio Príapo seria decente se tivesse sido passageiro no barco do senhor Amaranto. Não havia um momento em que ele nos deixasse descansar do medo de algum perigo mortal. Para começar, depois de passar o cabo do templo de Posídon, decidiu ir a direito para Taposiris com a vela toda enfunada e tentar a sorte na Cilla, aquela que tanto nos assusta nos livros de contos. Quando ele se apercebeu disto, a um cabelo do desastre, gritou, e lá conseguimos forçá-lo a desistir da batalha contra as rochas. Então, mudando a rota do navio, como se tivesse mudado de ideias, lá foi ele para o mar aberto, lutando contra o mar como podia, e mais tarde ajudado por uma brisa suave do Sul.” &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há noite o vento começou a soprar e por volta da meia-noite entraram numa tempestade: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Os homem gemiam, as mulheres guinchavam, todos rogavam a Deus, gritavam alto, lembrando os seus mais queridos. Apenas Amaranto estava bem disposto, pensando que se iria safar dos seus credores… Notei que os soldados (um grande número de passageiros era constituído por cavaleiros árabes) tinham puxado das suas espadas. Perguntei porquê e eles responderam que preferiam libertar as suas almas para o ar no convés do barco do que afogá-las no mar. Verdadeiros descendentes de Homero, pensei, e aprovei a ideia. Então alguém disse que todos os que tivessem algum ouro o deviam pendurá-lo ao pescoço. Os que tinham, fizeram-no, tanto ouro como qualquer coisa que tivesse valor. As mulheres não só colocaram todas as suas jóias, mas também distribuíram fios a todos o que precisassem. Esta é uma tradição honrada pelo tempo, e a sua razão é a seguinte: deve-se prover o corpo de alguém perdido no mar com dinheiro para pagar o funeral, para que se alguém o encontrar, lucrando com isso, não se importe de dar alguma atenção ao cadáver… O barco estava descontrolado porque não conseguíamos recolher a vela. Repetidamente agarrávamos as cordas mas desistíamos porque ficavam presas nos calços. Começámos a recear, secretamente, que mesmo que escapássemos da violência do mar, chegaríamos a terra durante a noite nesta condição desesperada. Mas o dia nasceu antes disso e olhámos o sol, com um prazer que nunca tínhamos sentido. Com o chegar do calor do dia o vento acalmou e as cordas secaram, e assim conseguimos usá-las para recolher a vela. No entanto, substitui-la por uma vela mais resistente para tempestades era impossível, pois esta tinha ficado no prego. Apanhámos a vela como as dobras de uma túnica e daí por quatro horas, nós, que já esperávamos a morte, desembarcámos num sítio deserto e remoto onde não havia nada à volta. O barco oscilava em todas as direcções, pois estava seguro apenas por uma âncora, a segunda âncora tinha sido vendida e o senhor Amaranto não possuía uma terceira. Quando colocámos os pés em terra, abraçámo-la como se fosse a nossa mãe.” &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Traduzi este excerto do livro de Lionel Casson, &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.amazon.com/Travel-Ancient-World-Lionel-Casson/dp/0801848083/sr=8-1/qid=1164829367/ref=sr_1_1/102-2757744-6938533?ie=UTF8&amp;amp;s=books"&gt;Travel in the ancient world&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;. Uma excelente obra para se conhecer detalhadamente como se viajava na antiguidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-6568541655274008850?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/6568541655274008850/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=6568541655274008850&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/6568541655274008850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/6568541655274008850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/11/um-relato-de-uma-viagem-martima-no.html' title='Uma curiosa viagem marítima no século V'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-8446806957520744822</id><published>2006-11-28T21:17:00.000Z</published><updated>2006-11-28T21:17:37.438Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Surf'/><title type='text'>Surf III - Dicionário Grego Antigo - Francês</title><content type='html'>&lt;a href="http://home.tiscali.be/tabularium/bailly/index.html"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1627/4506/400/51549/Dicion%3Frio%20Grego_Portugues.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.amazon.fr/Dictionnaire-abr%C3%A9g%C3%A9-grec-fran%C3%A7ais-Bailly/dp/2010035283/sr=8-1/qid=1164748633/ref=sr_1_1/402-7833639-7004120?ie=UTF8&amp;amp;s=books"&gt;&lt;strong&gt;A. Bailly, &lt;em&gt;Abrégé du dictionnaire GREC FRANÇAIS&lt;/em&gt;, Hachette.&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É por coisas deste género que vale &lt;strong&gt;muito&lt;/strong&gt; a pena conhecer bem a internet. Foi pena que só depois de ter concluído a minha licenciatura encontrei este sítio na rede, onde está disponível em versão &lt;a href="http://www.adobe.com/products/acrobat/readstep2.html"&gt;&lt;em&gt;pdf&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;um excelente &lt;a href="http://home.tiscali.be/tabularium/bailly/index.html"&gt;dicionário Grego-Francês&lt;/a&gt;. A pesquisa é muito facilitada se nos habituarmos a usar esta ferramente preciosa e é provável que se ganhe muitas horas de estudo se se usar esta versão &lt;em&gt;on-line&lt;/em&gt; em vez do dicionário convencional. E acredito que além de tempo se ganhe também na qualidade da nossa visão, pois no computador sempre se pode fazer &lt;em&gt;zoom&lt;/em&gt; e aumentar o tamanho da letra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas já me dou por contente se futuros estudantes de Grego antigo em Portugal beneficiarem desta ferramenta. No entanto, é necessário que continuem a existir alunos de Grego antigo em Portugal, o que é, infelizmente, cada vez mais complicado, como nos conta o &lt;a href="http://livrodeestilo.blogspot.com/2006/11/o-ensino-de-portugus-no-estrangeiro-e.html"&gt;Ricardo&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-8446806957520744822?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/8446806957520744822/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=8446806957520744822&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/8446806957520744822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/8446806957520744822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/11/surf-iii-dicionrio-grego-antigo-francs.html' title='Surf III - Dicionário Grego Antigo - Francês'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-6946719753923634295</id><published>2006-11-27T00:28:00.000Z</published><updated>2006-11-27T00:09:51.545Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pervivências'/><title type='text'>Pervivência I - Orestes</title><content type='html'>Lembrei-me de iniciar um novo tema no &lt;em&gt;Breve Tempus&lt;/em&gt;. Nas &lt;em&gt;pervivências&lt;/em&gt; colocarei excertos de músicas, filmes, poemas, prosas e tudo o mais que mostrar que a cultura clássica se manifesta sob as mais diversas formas em múltiplas áreas culturais.&lt;br /&gt;Parece-me que da mesma forma que a água reflecte o brilho da luz numa miríade de reflexos, assim a cultura antiga espalha o seu brilho ao mesmo tempo irrepetível e renovável sobre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/naDiOcdwVcA" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música pertence à banda norte-americana &lt;a href="http://www.aperfectcircle.com/"&gt;&lt;em&gt;A Perfect Circle&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;e intitula-se &lt;em&gt;Orestes&lt;/em&gt;. As imagens que se vêem são uma associação feita por algum anónimo e publicadas no &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=naDiOcdwVcA"&gt;&lt;em&gt;you tube&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;. Pareceu-me que a animação tinha piada e até alguma relevância para o tema. A letra não deixa dúvidas que se refere a Orestes, filho de Agamémnon e Clitemnestra. A letra da música refere o momento preciso em que Orestes se prepara para matar Clitemnestra, sua mãe. Orestes tenta extirpar e cortar a ligação materna para poder realizar o matricídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Metaphor for a missing moment&lt;br /&gt;Pull me in to your perfect circle&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;One womb&lt;br /&gt;One shame&lt;br /&gt;One resolve&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberate this will&lt;br /&gt;To release us all&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gotta cut away, clear away&lt;br /&gt;Snip away and sever this&lt;br /&gt;Umbilical residue that's&lt;br /&gt;Keeping me from killing you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And from pulling you down with me in here&lt;br /&gt;I can almost hear you scream&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;One more medicated peaceful moment&lt;br /&gt;Give Me&lt;br /&gt;One more medicated peaceful moment&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And I don't wanna feel this overwhelming&lt;br /&gt;Hostility&lt;br /&gt;I don't wanna feel this overwhelming&lt;br /&gt;Hostility&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gotta cut away, clear away&lt;br /&gt;Snip away and sever thisUmbilical residue&lt;br /&gt;Gotta cut away, clear awaySnip away and sever this&lt;br /&gt;Umbilical residue that's&lt;br /&gt;Keeping me from killing you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Snip away and sever this&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keeping me from killing you&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-6946719753923634295?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/6946719753923634295/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=6946719753923634295&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/6946719753923634295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/6946719753923634295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/11/pervivncia-i-orestes.html' title='Pervivência I - Orestes'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-8492765253286885837</id><published>2006-11-25T17:33:00.000Z</published><updated>2006-11-26T20:54:30.762Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alcibíades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grécia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Alcibíades – A campanha de Siracusa</title><content type='html'>Tinha deixado o meu relato da vida de Alcibíades no ponto em que ele tinha conseguido convencer a assembleia da democracia ateniense a avançar com a expedição de Siracusa. É importante referir que, antes deste momento, Alcíbiades já tinha, por um lado, ganho o respeito e a admiração de muitos atenienses, e por outro já era alvo de inveja e tinha ganho muitos inimigos. Nos jogos olímpicos de 424 a.C. participou, como patrono, com sete carros de cavalos numa corrida onde ganhou o primeiro, o segundo e o quarto lugar. Segundo Tucídides, foi também patrocinador de coros em representações dramáticas, o que era obviamente encarado com muito agrado pela população de Atenas. Em 419 conseguiu ser declarado &lt;em&gt;strategós&lt;/em&gt;, ou seja, general eleito pelos cidadãos. Nessa posição, Alcíbiades levou a cabo uma política ofensiva contra Esparta e conseguiu juntar algumas cidades como aliadas, preparando-se para reacender a guerra do Peloponeso e arrasar a paz de Nícias. &lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1627/4506/1600/707479/Expedi??o"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 15px 15px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1627/4506/400/485367/Expedi%3F%3Fo%20%3F%20Sic%3Flia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em 415 a.C. chegaram a Atenas embaixadores de Segesta, uma cidade siciliana, pedindo a ajuda de Atenas para a sua guerra contra Selino, cidade vizinha de Segesta. Com a chegada dos embaixadores, Alcibíades terá visto uma oportunidade dourada para prosseguir a sua política de expansão de Atenas, política essa que era contrária aos conselhos do seu falecido tio, Péricles. Tucídides registou um dos debates em que Alcibíades e Nícias se confrontaram. Nícias defendia que a campanha seria excessivamente custosa para Atenas e por isso não deveria ser levada a cabo, ao mesmo tempo atacava o carácter, a juventude e os motivos que levavam Alcibíades a apoiar a expedição. Do outro lado, segundo o relato de Tucídides ouvimos o seguinte de Alcibíades:&lt;br /&gt;“…Não deixem que a política de passividade que Nícias defende, ou o seu esquema de colocar os mais velhos contra os mais jovens, vos leve a modificar o vosso propósito. Mas ajamos à maneira dos nossos antepassados, que, mais jovens e mais velhos em conjunto pelas suas decisões nos deixaram a herança que dispomos. Será que vocês estão empenhados em prosseguir desse modo? Lembrem-se que nem a juventude nem a experiência podem fazer alguma coisa, uma sem a outra. (…) Resumindo, a minha convicção é que uma cidade naturalmente activa não pode escolher um caminho mais rápido para a ruína se repentinamente adoptar uma política de inactividade, e com certeza que de modo mais seguro vivem as cidades que menos se afastam dos costumes e das leis do seu tempo…”&lt;br /&gt;O argumento de Alcibíades entende-se melhor se for inserido no contexto da guerra do Peloponeso, onde Atenas e Esparta disputavam a hegemonia da Grécia, naquele momento preciso Atenas tinha alguma vantagem militar sobre Esparta. Contudo, Nícias, apercebendo-se que Alcibíades controlava a assembleia, resolveu argumentar da forma contrária e afirmou que seria necessária uma campanha megalómana e desmesurada para obter sucesso na Sicília. Ora, esta argumentação saiu-lhe pela culatra, pois os atenienses entusiasmaram-se com a grandiosidade da expedição e votaram a favor da invasão da Sicília. Contra a sua vontade Nícias foi designado &lt;em&gt;strategós&lt;/em&gt; em conjunto com Alcibíades e Lâmaco.&lt;br /&gt;No entanto, um acontecimento inesperado viria a alterar o rumo dos acontecimentos de forma brutal. Enquanto se realizavam os preparativos para a expedição, as faces das Hermae, estátuas sagradas de Hermes espalhadas pela cidade, apareceram mutiladas de um dia para o outro. A associação deste crime sacrílego com a ruína da expedição foi imediata. Na mesma altura, surgiram rumores de actos de profanação sobre os mistérios de Elêusis levados a cabo por grupos de jovens ébrios. Apesar de os mistérios de Elêusis não estarem directamente relacionados com as estátuas de Hermes, os inimigos de Alcibíades levantaram o rumor de que o jovem ateniense estaria envolvido nestes actos de profanação. Não posso resistir a partilhar convosco uma reflexão sobre o modo como a política é feita pelo homem há milhares de anos. Comparemos este caso da acusação a Alcibíades, obviamente, uma manobra política levada a cabo para o desacreditar, aproveitando a sua fama de jovem impetuoso, com o recente caso de Mónica Lewinsky nos EUA, onde se aproveitou uma fraqueza pessoal para se deitar a baixo um presidente.&lt;br /&gt;Regressando à Atenas do século V, Alcibíades tentou limpar o nome e resolver a situação com um julgamento, mas os seus inimigos conseguiram protelar o julgamento para que Alcibíades partisse na expedição e fosse mais tarde julgado à revelia, o que acabou por acontecer. Tucídides (VI, 30-32) deixou-nos um relato impressionante da partida da “campanha que era de longe a mais custosa e esplêndida força Grega que alguma vez tinha sido enviada por uma única cidade”. Quando a frota ateniense se encontrava na Catânia, preparando-se para a invasão da Sicília, um barco enviado de Atenas mandava Alcibíades regressar à cidade para ser julgado por sacrilégio. Os inimigos de Alcibíades não tinham ficado em repouso, e, aproveitando a sua ausência, manobraram os poucos atenienses que tinham permanecido na cidade para que a hostilidade para com o jovem general tomasse conta da cidade.&lt;br /&gt;Frustrado por não poder participar na campanha que tinha apadrinhado, Alcibíades acompanhou no seu próprio navio o barco ateniense até um certo ponto, onde o jovem general desapareceu. Desta forma, Alcibíades tornou-se um foragido para os atenienses que o condenaram à morte num julgamento feito à sua revelia.&lt;br /&gt;O que restava a Alcibíades? Poderia ter-se remetido ao exílio, permanecendo numa colónia que o recebesse e o deixasse viver. No entanto, retomando a comparação de Aristófanes (&lt;em&gt;Rãs&lt;/em&gt;, v. 1427), os leões não são escorraçados do seu território com facilidade. Alcibíades rumou para o Peloponeso e foi bem recebido pelos Espartanos, apesar de antes terem sido inimigos mortais. Mais significativo ainda, foi a sua influência para que os espartanos enviassem uma força de apoio aos sicilianos, frustrando a invasão dos atenienses. A expedição ateniense revelou-se um fracasso, tanto por ter subestimado os inimigos como por ter perdido para o outro lado o homem que tanto se tinha esforçado para realizar a campanha militar. A partir do momento em que Atenas falhou na Sicília e perdeu o domínio dos mares, foi apenas uma questão de tempo para que Esparta ganhasse a guerra do Peloponeso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que daqui a alguns dias possa retomar o relato da vida de Alcibíades que ainda tem muito para contar. Ainda falta contar como se tornou amante da rainha de Esparta, como tomou o lado dos Persas para se salvar da vingança do rei espartano e como finalmente regressou a Atenas aclamado como um herói.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-8492765253286885837?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/8492765253286885837/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=8492765253286885837&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/8492765253286885837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/8492765253286885837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/11/alcbiades-campanha-de-siracusa.html' title='Alcibíades – A campanha de Siracusa'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-6283303560826612687</id><published>2006-11-22T22:57:00.000Z</published><updated>2006-11-22T23:13:30.822Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grécia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roma'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dialécticas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Epicuro'/><title type='text'>Séneca, Epicuro e a morte</title><content type='html'>Séneca tinha uma &lt;a href="http://senhorasocrates.blogspot.com/2006/11/sobre-morte-diz-sneca.html#links"&gt;concepção da morte&lt;/a&gt; admirável, uma visão perturbantemente actual, por um lado devido à problemática da eutanásia, e por outro, devido à poderosíssima mensagem de dignidade humana que veicula. Mas se a morte era insignificante para os estóicos, vejamos como a olhavam os epicuristas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Acostuma-te a pensar que a morte não é nada para nós, porque todo o bem e todo o mal residem na sensação. Assim, um entendimento correcto deste facto torna a vida mortal deliciosa, visto que não impõe um tempo infinito, pelo contrário afasta o desejo de imortalidade. [125] Porque nada há de terrível na vida para quem compreende que não há nada de terrível em não viver. (…) A morte, o mais tenebroso dos males, não é nada para nós, porque enquanto nós existimos, a morte não existe e quando a morte está presente nós estamos ausentes.”&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.kostecki.de/en/gaudi.htm"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/1627/4506/400/gaudi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Epicuro, &lt;em&gt;Carta a Meneceu&lt;/em&gt; 124-125.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que se o &lt;a href="http://www.iep.utm.edu/g/garden.htm"&gt;Jardim &lt;/a&gt;ainda tivesse as portas abertas, eu com certeza o visitaria muitas vezes. O &lt;em&gt;ápeiros cronos&lt;/em&gt;, ou seja, o tempo infinito não me deslumbra, apesar de compreender perfeitamente a sua imensa capacidade sedutora. A sedução da imortalidade da alma está tão presente no ser humano que o levou a criar as obras de arte mais belas, desde Miguel Ângelo a Gaudí, e por isso não me parece que seja uma ideia a desprezar, muito pelo contrário, mas sim uma ideia a apreciar como admiramos a poesia que há na vida.&lt;br /&gt;Não resisto a fazer um breve apontamento sobre a linguagem de Epicuro. Quando li pela primeira vez Epicuro em grego, espantou-me a simplicidade da língua e a forma directa e consistente como aborda temas tão colossais como a morte. A limpidez e clareza do vocabulário é surpreendente, garanto-vos. No entanto esta simplicidade não é inocente nem ingénua, ela acontece porque Epicuro queria chegar a toda gente e isso só é possível se qualquer pessoa entender facilmente o discurso do filósofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.kostecki.de/en/gaudi.htm"&gt;Imagem&lt;/a&gt;: Thomasz Kostecki, Gaudi, 1996&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-6283303560826612687?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/6283303560826612687/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=6283303560826612687&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/6283303560826612687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/6283303560826612687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/11/sneca-tinha-uma-concepo-da-morte.html' title='Séneca, Epicuro e a morte'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-2539218364275828482</id><published>2006-11-20T22:30:00.000Z</published><updated>2006-11-20T22:32:41.012Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grécia'/><title type='text'>Dioniso II</title><content type='html'>&lt;em&gt;Começo a cantar Dioniso de grito retumbante, o coroado de marfim,&lt;br /&gt;o esplêndido filho de Zeus e da célebre Sémele.&lt;br /&gt;Aquele que as ninfas de belas tranças receberam do pai senhor,&lt;br /&gt;acolhendo-o no seu seio, e criaram carinhosamente nos vales do Niso.&lt;br /&gt;Com a graça de Zeus, aí cresceu, numa gruta fragrante,&lt;br /&gt;para ser contado entre os imortais.&lt;br /&gt;Mas quando as Deusas criaram o muito cantado Deus, ele&lt;br /&gt;começou a vaguear pelos regatos repletos de árvores coberto de louro e hera,&lt;br /&gt;as ninfas seguindo-o como líder e o seu clamor invadindo a imensa floresta. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Salve a ti, Dioniso, rico em uvas,&lt;br /&gt;concede-nos a alegria do regresso da estação&lt;br /&gt;e que as estações se repitam por muitos anos.&lt;/em&gt; &lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1627/4506/1600/291178/Uvas.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 254px; CURSOR: hand; HEIGHT: 308px" height="280" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1627/4506/320/971587/Uvas.jpg" width="203" border="0" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tradução possível para o &lt;a href="http://www.perseus.tufts.edu/hopper/text.jsp?doc=Perseus:text:1999.01.0137:hymn=26"&gt;hino homérico XXVI&lt;/a&gt; dedicado a Dioniso, rico em uvas. Espero que Dioniso me perdoe, fiz o que pude...&lt;br /&gt;Os hinos homéricos são uma colecção de textos anónimos que datam provavelmente dos séculos VII a VI a.C. Evocam os deuses do panteão olímpico e algumas divindades menores. Os antigos atribuíam estes textos ao próprio Homero, daí o nome, mas já os exegetas alexandrinos punham em causa a sua autoria. Os autores eram muito verosimilmente rapsodos. Estes textos agradam-me particularmente pela sua simplicidade estética e ao mesmo tempo pela sua capacidade poética. Por isso, é possível que aqui apareçam mais vezes.&lt;br /&gt;Deixo-vos em seguida com um excerto que me parece muito pertinente para o nosso entendimento das várias faces de Dioniso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“… o êxtase dionisíaco não é algo que é alcançado por um indivíduo só, mas um fenómeno de massas que se propaga de modo quase contagioso. Em termos mitológicos, isto significa que o deus está constantemente rodeado do enxame e do frenesim dos seus adoradores e adoradoras. Quem se entrega a este deus arrisca-se a perder a sua identidade social e a «ser louco». Isto é ao mesmo tempo divino e terapêutico. O sinal exterior e o instrumento da metamorfose provocada pelo deus é a máscara. A fusão entre o deus e o seu adorador que ocorre durante esta metamorfose não tem paralelo no resto da religião grega. «Bacchos» é o nome tanto de um como de outro.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excerto de: Burkert, Walter, &lt;em&gt;Religião grega na época clássica e arcaica&lt;/em&gt;, Lisboa, F. C. Gulbenkian, 1993, p.318.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-2539218364275828482?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/2539218364275828482/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=2539218364275828482&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/2539218364275828482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/2539218364275828482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/11/dioniso-ii.html' title='Dioniso II'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-8044609256716697553</id><published>2006-11-19T13:05:00.000Z</published><updated>2006-11-19T17:46:15.201Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Surf'/><title type='text'>Surf II</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.ellopos.net/elpenor/default.asp"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1627/4506/400/771078/elpenor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.ellopos.net/elpenor/default.asp"&gt;Elpenor&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um sítio dedicado à cultura helénica que oferece uma surpreendente biblioteca de textos bilingues, grego – inglês, muito útil para usar como complemento ao Perseus. O sítio disponibiliza ainda um fórum de discussão (inglês), onde se colocam questões variadas e se trocam impressões sobre os gregos antigos a todos os níveis, língua, cultura, filosofia, religião. Além disto, oferece algumas lições de grego antigo para os mais aventureiros. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.textkit.com/books-all.php?KT_az=all"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1627/4506/400/687706/textkit.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.textkit.com/books-all.php?KT_az=all"&gt;Textkit&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundamental para qualquer estudante ou amante do latim e grego. Disponibiliza para descarregamento várias ferramentas essenciais para o estudo das línguas antigas. Desde as gramáticas mais conceituadas e ainda em uso (Goodwin, etc.), até livros de exercícios que ensinam a escrever latim e grego antigo com as respectivas soluções.&lt;br /&gt;Além disso oferecem inúmeras traduções para inglês das obras mais fundamentais da antiguidade, épica, tragédia, história, filosofia, poesia, etc. Tudo completamente grátis. Disponibilizam ainda um fórum onde se podem colocar questões pertinentes ao estudo das línguas clássicas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-8044609256716697553?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/8044609256716697553/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=8044609256716697553&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/8044609256716697553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/8044609256716697553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/11/surf-ii.html' title='Surf II'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-1138545652204928503</id><published>2006-11-18T12:44:00.000Z</published><updated>2006-11-18T13:05:22.889Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dialécticas'/><title type='text'>Dialéctica II</title><content type='html'>Encontrei o seguinte no &lt;a href="http://senhorasocrates.blogspot.com/"&gt;blog de Xantipa&lt;/a&gt;, esposa de Sócrates:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Diógenes: ...Porque choras, ó palerma? Não foi isto que o sábio Aristóteles te ensinou, a saber, não acreditar que são estáveis as coisas dependentes da sorte?"&lt;br /&gt;Alexandre: Um sábio, esse indivíduo, ele que foi o mais safado de todos os aduladores? Deixa que só eu conheça os ensinamentos de Aristóteles, quantas coisas me pedia e quais as que me encomendou, e como ele abusou do meu entusiasmo pela cultura, adulando-me elogiando-me ora a beleza, como se ela fosse uma parte do bem, ora as minhas acções e a minha riqueza. (...) Um charlatão, ó Diógenes, e um comediante!..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luciano, pela boca de Diógenes, oferece-nos uma face pouco vista de Alexandre, um palerma desorientado que chegou ao Hades e não sabe para que lado se há de virar. Por sua vez Alexandre dá-nos uma visão ainda mais heterodoxa de Aristóteles. Parece-me muito interessante que por vezes olhe-mos os personagens históricos, sejam filósofos, imperadores ou cortesãs, através de diferentes perspectivas, obtendo assim diferentes panoramas do que essas pessoas poderão ter sido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-1138545652204928503?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/1138545652204928503/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=1138545652204928503&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/1138545652204928503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/1138545652204928503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/11/dialctica-ii.html' title='Dialéctica II'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-7614301165837583215</id><published>2006-11-17T19:49:00.000Z</published><updated>2006-11-17T18:51:32.937Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alcibíades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grécia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Alcibíades - Juventude</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.perseus.tufts.edu/cgi-bin/ptext?doc=Perseus:text:1999.01.0031:line=1414" target="blank"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/1627/4506/320/R%3Fs.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ésquilo: Não deves criar uma cria de leão na cidade, mas se alguém o fizer habituem-se aos seus costumes" Aristófanes, &lt;em&gt;Rãs&lt;/em&gt; v. 1427.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alcibíades foi uma personagem histórica extremamente polémica, no sentido etimológico da palavra “polémico”, ou seja do grego &lt;em&gt;pólemos&lt;/em&gt; – «guerra», pois toda a vida esteve em guerra contra espartanos, persas, atenienses e até mesmo contra si próprio.&lt;br /&gt;Este homem teve Péricles como tutor, combateu e estudou ao lado de Sócrates, comandou a frota Ateniense, foi amante da mulher do rei dos Espartanos e braço direito do sátrapa da Pérsia. Estes são apenas alguns acontecimentos de uma vida curta, Alcíbiades morreu aproximadamente com quarenta e seis anos, mas cheia de incidentes. Ainda hoje, Alcíbiades divide os historiadores sobre as suas verdadeiras intenções. Seria movido pelo tão helénico amor à glória? Ou era apenas um miserável traidor sem escrúpulos? Será que não aprendeu nada com Sócrates?&lt;br /&gt;Um facto ninguém poderá negar, Alcibíades era um homem onde a &lt;em&gt;pathos&lt;/em&gt;, a paixão, muitas vezes se sobrepunha à &lt;em&gt;logos&lt;/em&gt;, a razão. Não posso deixar de admirar com um sorriso nos lábios a vida agitada deste homem, apesar de a observar à distância de quase três milénios. Acho surpreendente que o romance ou a indústria cinematográfica ainda não tenha pegado neste personagem tão ambíguo como surpreendente. Alguns adjectivos que poderíamos ligar a este homem seriam: amante, destemido, irreverente, inteligente, surpreendente, encantador, versátil, desalinhado, criminoso, expatriado, ímpio, desejado, odiado e amado.&lt;br /&gt;Alcíbiades nasceu em Atenas cerca de 450 a.C., herdou a tradição na política ateniense da família. Após a morte de Clínias, seu pai, na batalha de Corona (447), Alcíbiades foi educado sob a tutela de Péricles, o homem que mandou erguer o Parténon. Todas as fontes afirmam que o jovem Alcibíades foi amigo e discípulo de Sócrates. Combateu ao lado do filósofo e Plutarco relata que Alcíbiades lhe terá ficado a dever a vida na batalha de Potidea. Se foram ou não aman&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger2/1627/4506/1600/alcibiades.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 20px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/1627/4506/320/alcibiades.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;tes pouco interessa, mas com certeza tinham uma relação muito próxima.&lt;br /&gt;Mas que teria este jovem de dezoito anos de especial para que uma das maiores personalidades da humanidade arrisca-se a sua vida pela dele?&lt;br /&gt;Sócrates com certeza não se deixaria “apanhar” apenas pela sua beleza física, a qual, segundo Plutarco (Alc. I), “não é necessário referir nada excepto que era igualmente fascinante quando foi um rapaz, um jovem e um homem.”. Segundo consta, o jovem prodígio ficou fascinado pelo desinteresse de Sócrates e aprendeu a desprezar-se a si próprio e a admirar a natureza singular de Sócrates. Os antigos afirmam que ele levava uma vida paralela, onde, por um lado convivia e apreciava a virtude nua e crua de Sócrates e, por outro lado, deixava-se afundar em deboches excessivos. Provavelmente, foi esta precoce dualidade que lhe permitiu mais tarde adaptar-se a mundos tão diferentes como a austeridade espartana e a opulência persa.&lt;br /&gt;Ainda jovem mergulhou na vida política e escolheu como adversário principal Nícias e a paz que este general ateniense tinha conseguido com os espartanos, a chamada paz de Nícias. Alcíbiades não descansou enquanto não demoveu os atenienses para adoptarem uma posição mais hostil para com os Lacedemónios.&lt;br /&gt;Usando a sua perícia oratória e algumas jogadas menos claras, persuadiu os atenienses a tomarem a sua posição. Sobre a sua capacidade oratória registo esta frase de Habinek “a audiência respondia à afeição de Alcíbiades com a sua própria afeição, assim o orador era a instituição da &lt;em&gt;pólis&lt;/em&gt; falando e maravilhando-se consigo própria.”.&lt;br /&gt;Alcíbiades persuadiu a &lt;em&gt;ecclesia&lt;/em&gt;, ou seja, a democracia dos atenienses, a levar a cabo a conquista de Siracusa, que foi um dos maiores desastres da história de Atenas, mas a isto regressarei na próxima parte da vida de Alcíbiades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informação:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Alcibiades"&gt;Alcíbiades num bom artigo da wikipedia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://en.wikisource.org/wiki/Lives/Alcibiades"&gt;A vida de Alcíbiades segundo Plutarco (Inglês)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ancientlibrary.com/smith-bio/0107.html"&gt;Alcíbiades no dicionário do Smith (óptimo para pesquisar fontes primárias)&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-7614301165837583215?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/7614301165837583215/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=7614301165837583215&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/7614301165837583215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/7614301165837583215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/11/alcibades-juventude.html' title='Alcibíades - Juventude'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-116359260509027605</id><published>2006-11-15T21:07:00.000Z</published><updated>2006-11-15T19:57:18.593Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dialécticas'/><title type='text'>Dialéctica I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://mgreis-hsn.blogspot.com/" target="_blank"&gt;MGReis&lt;/a&gt; aprofundou e interpretou o "Poeta fabricante", afirmando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“…nesta nossa era onde todo o passado faliu e o futuro é desconhecido ou fundado, muitas vezes, em quimeras.”&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;Infelizmente é forçoso concordar consigo nesta afirmação negra, mas real, da actualidade. Por isso, penso que há uma inquestionável urgência em valorizar a história da humanidade, tentando que esta não seja vista como um livro velho e desinteressante que está fora das tendências da moda regidas pelo efémero e superficial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“…sobreviveu a forma, mas não a 'fabricação'. Dizia Wilde: "One can exist&lt;br /&gt;without art, but one cannot live without it".”&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;Quanto à sobrevivência da forma, também estou em pleno acordo consigo, e a citação de Wilde que escolheu é acutilante. A diferença entre existir e viver, aproveitando Wilde, está ligada à qualidade de vida das pessoas, e, como sabemos, ela difere brutalmente entre Norte e Sul ou entre Ocidente e Oriente, ou seja, entre “consumidos” e “consumidores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Mas a verdade é que a ciência não vai além da lógica, e a lógica nada pode trazer ao transcendente.”&lt;/blockquote&gt;Aqui já não posso afirmar que partilhamos a mesma estrada, apesar de a direcção ser provavelmente a mesma. Pessoalmente, estou convencido de que a ciência, através do denominado “método científico”, terá um papel fulcral na explicação do transcendente. Sobretudo na cosmologia, campo em que o meu conhecimento é muito limitado, mas ainda assim vejo aqui grande potencial para explicar o transcendente. Um conterrâneo nosso elaborou uma &lt;a href="http://www.amazon.com/Faster-Than-Speed-Light-Speculation/dp/0142003611" target="_blank"&gt;teoria &lt;/a&gt;que me parece muito interessante nesta área. E o que poderá ser mais transcendente do que responder a &lt;a href="http://map.gsfc.nasa.gov/m_uni/uni_101fate.html" target="_blank"&gt;esta questão&lt;/a&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto,como já lhe referi, ainda bem que "Ao fim e ao cabo, os velhos problemas ainda jazem à nossa porta, esperando pela nossa resposta.". Pois se já tivéssemos todas as respostas a vida perderia muitas das cores que nos fazem brilhar os olhos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-116359260509027605?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/116359260509027605/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=116359260509027605&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/116359260509027605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/116359260509027605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/11/dialctica-i.html' title='Dialéctica I'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-116345612309187863</id><published>2006-11-13T22:05:00.000Z</published><updated>2006-11-15T19:51:56.628Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Etimologias para descontrair'/><title type='text'>Etimologia para descontrair II - O poeta fabricante</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.webdesignersexperiments.net/lanfranco_ping_pong/" target="_blank"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2856/4135/320/il_poeta_fossile_1954.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando pensamos num poeta indeterminado, vem-nos à cabeça alguém que dedica a sua vida às letras, mas para muitos é difícil abandonar totalmente o estigma do poeta preguiçoso que quer ganhar a vida sem fazer nada. Contudo, a etimologia da palavra «poeta» pode ajudar a limpar este estigma.&lt;br /&gt;A palavra «poeta» provem quase directamente do grego, pois, passou pelo latim, mas apenas como um empréstimo do grego. A forma grega era &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.perseus.tufts.edu/cgi-bin/ptext?doc=Perseus%3Atext%3A1999.04.0057%3Aentry%3D%2384249" target="_blank"&gt;poietés&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, muito semelhante ao “nosso” «poeta». A raiz *&lt;em&gt;poie&lt;/em&gt;- é a mesma que encontramos no verbo grego &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.perseus.tufts.edu/cgi-bin/ptext?doc=Perseus%3Atext%3A1999.04.0058%3Aentry%3D%2326551" target="_blank"&gt;poiéo&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, cujo significado primário é fabricar, compor ou fazer. Será que afinal o poeta sempre faz alguma coisa?&lt;br /&gt;Continuando, outros significados de &lt;em&gt;poietés&lt;/em&gt; eram fabricante, criador e legislador, ou seja, aquele que faz alguma coisa. Ao mesmo tempo, &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.perseus.tufts.edu/cgi-bin/ptext?doc=Perseus%3Atext%3A1999.04.0058%3Aentry%3D%2326553" target="_blank"&gt;poiéma&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, o nosso «poema», significava “o objecto fabricado”. Assim, apercebemo-nos que os gregos davam ao poeta uma dimensão criadora mais concreta e prática do que a actual. O poeta era o homem que fabricava mitos, dramas e realidades com a matéria-prima mais humana que tinha à disposição, a linguagem. Esta ligação ao acto de fabricar, num sentido concreto, perdeu-se com o passar do tempo. Todavia a forma mantém-se quase igual desde os últimos três mil anos, o que é um facto assinalável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pintura: &lt;a href="http://www.fondazione.bam.it/Ita/SchedaVolume.asp?Id=8&amp;amp;G=26" target="_blank"&gt;Lanfranco&lt;/a&gt;, Il poeta fossile (1954).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-116345612309187863?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/116345612309187863/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=116345612309187863&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/116345612309187863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/116345612309187863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/11/etimologia-para-descontrair-ii-o-poeta.html' title='Etimologia para descontrair II - O poeta fabricante'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-116318751388752704</id><published>2006-11-10T19:33:00.000Z</published><updated>2006-11-15T19:51:56.566Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Por lapso meu apenas os outros &lt;em&gt;bloggers&lt;/em&gt;, (em português dá blogueiros, feio não é?), podiam fazer comentários. Esta não era a minha intenção. Peço desculpa a todos os que quiseram comentar e não puderam.&lt;br /&gt;Agora podem comentar à vontade o que quiserem.&lt;br /&gt;Obrigado Susana por me teres avisado deste pormenor técnico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-116318751388752704?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/116318751388752704/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=116318751388752704&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/116318751388752704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/116318751388752704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/11/por-lapso-meu-apenas-os-outros.html' title=''/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-116317821940679727</id><published>2006-11-10T17:02:00.000Z</published><updated>2006-11-15T19:51:56.501Z</updated><title type='text'>Jogos</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2856/4135/1600/salto.jpg" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2856/4135/1600/jogos_ol??mpicos.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2856/4135/320/jogos_ol%3F%3Fmpicos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Li &lt;a href="http://bebaagua.blogspot.com/2006/11/pac-20062007.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, que o estado pretende oferecer aos nossos nadadores as seguintes quantias: 800 € por mês se o nadador for capaz de atingir os vinte primeiros lugares do ranking mundial; 500 € para um bom lugar nos campeonatos do mundo (&gt;16º); 300 € para um bom lugar nos europeus (&gt;14º); 150 € para uma perspectiva de participação nos Jogos Olímpicos de Pequim.&lt;br /&gt;Estas quantias até podem parecer avultadas a muitos “&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tio_Patinhas" target="_blank"&gt;Tio Patinhas&lt;/a&gt;” que por aí formigam, mas mesmo a esses, peço que me acompanhem numa reflexão extremamente anacrónica, mas muito curiosa.&lt;br /&gt;Nos Jogos Olímpicos da antiguidade apenas os atletas vencedores eram “olímpicos”, ao contrário de hoje em dia em que o adjectivo “olímpico” é aplicado a qualquer participante nos Jogos. Quanto aos outros, segundos, terceiros ou últimos, esses não eram ninguém. Um vencedor olímpico era considerado como um semi-deus. Cada cidade recebia o seu vencedor com celebrações que incluíam honras públicas de todo o tipo, mas sempre de uma grandeza impressionante. A sua vitória significava que um Deus estaria ao lado do atleta, o que lhe dava para o resto da vida um estatuto especial no seio da sua cidade. Além dos prémios monetários que recebiam mal regressavam a casa, os atletas eram premiados com várias ofertas, que podiam ir até à construção de uma estátua na cidade ou à isenção de pagar impostos para o resto da vida, ou ainda a oferta de refeições grátis &lt;em&gt;ad aeternum&lt;/em&gt;, sim, daquelas grátis, mesmo grátis…&lt;br /&gt;Outra recompensa pela vitória olímpica consistia na celebração através de um epinício, uma composição poética e musical que proclamava o vencedor. Chegaram até nós várias odes deste tipo escritas por &lt;a href="http://www.rhapsodes.fll.vt.edu/PindarOlympia.htm" target="_blank"&gt;Píndaro&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Bem sabemos que hoje em dia os jogadores de futebol têm direito a uma semi-isenção aos impostos, e que como referi em cima, oferecemos incentivos pecuniários aos nadadores que ficam nos lugares cimeiros. Contudo há algo aqui que me parece deslocado e quase grotesco. &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2856/4135/1600/salto.1.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2856/4135/320/salto.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tenhamos em conta que um nadador para conseguir estar presente nos J.O. terá que treinar seis vezes por semana mais de três horas por dia. No caso de Portugal já sabemos que nenhum deles será vencedor, mas ainda assim penso que merecem o nosso respeito e admiração.&lt;br /&gt;Tudo isto para concluir que 150 € para uma esperança olímpica parece-me pouco, mesmo muito pouco, provavelmente nem deve chegar para pagar as quotas ao clube onde estão inscritos e os transportes para a piscina e para as provas sazonais. Quanto aos 800 €, servem apenas como incentivo a quem conseguir (hipoteticamente) lá chegar, porque segundo soube não existem nadadores portugueses a esse nível.&lt;br /&gt;Lembremo-nos agora dos &lt;a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,2174431,00.html" target="_blank"&gt;desportos milionários&lt;/a&gt; como o golfe, o ténis, o futebol, e outros em que tenho sérias dúvidas que seja necessário treinar com o esforço e o sacrifício dos “verdadeiros” desportos como o atletismo, a natação e outras modalidades onde o esforço físico obriga a uma dedicação muito real. Esta é a minha opinião, mas cada um tem o seu gosto.&lt;br /&gt;Na verdade, nunca me hão de convencer que o feito de conseguir enfiar uma bola num buraco com um taco, ou até mesmo uma bola numa baliza com o pé, vale as somas exorbitantes que esses “atletas” recebem.&lt;br /&gt;Se nos parece, na nossa visão ocidental/cristã, que os antigos gregos pecavam pelo seu desprezo dos não vencedores, porque é que fomentamos os desportos milionários e desprezamos os seus parentes mais pobres?&lt;br /&gt;A resposta poderá estar, em parte, no facto que valorizamos o espectáculo e o dinheiro que daí resulta, enquanto que os antigos gregos valorizavam, mais do que nós o fazemos, o sacrifício e a vitória. No entanto, continuo sem perceber o que há de espectacular em enfiar uma bola num buraco com um taco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.&lt;br /&gt;Se gostarem de natação passem pelo &lt;a href="http://bebaagua.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Beba Água&lt;/a&gt;, um blog de nadadores para nadadores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-116317821940679727?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/116317821940679727/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=116317821940679727&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/116317821940679727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/116317821940679727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/11/jogos.html' title='Jogos'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-116316448407360115</id><published>2006-11-10T13:10:00.000Z</published><updated>2006-11-15T19:51:56.439Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Etimologias para descontrair'/><title type='text'>Etimologia para descontrair I</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2856/4135/1600/Linum.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2856/4135/320/Linum.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Percamos alguns segundos a pensar nas seguintes palavras: «linha» e «linho». Será que têm alguma relação entre si? A «linha» possui uma riqueza lexical impressionante: linha de pesca, linha de água, linha desenhada, linha de coser, etc. Será que o «linho» tem alguma coisa a ver com isto? Ou a semelhança ortográfica é apenas ilusória? A palavra «linho» provém do latim &lt;em&gt;linum&lt;/em&gt;, onde já significava a planta ou o tecido. «Linha» provém do latim &lt;em&gt;linea&lt;/em&gt;, já com quase todos os significados do português actual. &lt;em&gt;Linea&lt;/em&gt; é a forma feminina do adjectivo &lt;em&gt;lineus, a, um&lt;/em&gt;, significando “de linho”. Deste modo, verifica-se que por vezes as aparências não iludem! A linha “vem” mesmo do linho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom fim-de-semana a todos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-116316448407360115?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/116316448407360115/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=116316448407360115&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/116316448407360115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/116316448407360115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/11/etimologia-para-descontrair-i.html' title='Etimologia para descontrair I'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-116311291030457808</id><published>2006-11-09T22:51:00.000Z</published><updated>2006-11-15T19:51:56.377Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roma'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Áccio</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2856/4135/1600/quinquereme.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2856/4135/400/quinquereme.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No dia dois de Setembro de 31 a.C. deu-se um dos acontecimentos mais importantes na história da humanidade. À primeira vista, a batalha de Áccio parece uma batalha como tantas outras, fruto de uma fratricida guerra civil, mas apenas mais uma entre as muitas que atingiram os romanos. No entanto, se erguermos o nosso campo de visão e abrangermos um ou dois séculos percebemos a monumental importância de Áccio. Nesse dia ficou decidido que Octaviano seria o futuro senhor de Roma, enquanto que Marco António e Cleópatra entravam para a grande lista de célebres derrotados. Apenas quatro anos depois, Octaviano tornou-se Augusto, o primeiro Imperador de Roma, provavelmente a personagem histórica mais decisiva da história do império romano. Foi Augusto que edificou o sistema imperial que durou mais de três séculos, sepultando definitivamente as cinzas da república romana.&lt;br /&gt;Se, por um momento, imaginarmos que nesse dia a história tivesse seguido por outro caminho, notaremos que a história da civilização ocidental, como hoje a conhecemos, seria com certeza muito diferente. Supondo que a união de Marco António e Cleópatra ganharia solidez e que ambos fundariam um império ainda mais multicultural e ecuménico do que a Roma de Augusto, é fácil vislumbrar uma Europa totalmente diferente em que o peso de Alexandria e do médio oriente seria com certeza maior.&lt;br /&gt;Mas basta de especulação. Olhemos antes para os factos que decidiram o destino da Europa, nesse dia de fim de Verão.&lt;br /&gt;Antes da batalha de Áccio, Marco António levou a sua frota para o golfo da Ambrácia, na costa ocidental da Grécia. Aí montou um considerável sistema defensivo, guardando a entrada do golfo. Octaviano cercou as forças de António, mas os combates que se seguiram mantiveram um equilíbrio vacilante. No entanto, a incerteza trouxe problemas a Marco António, pois a propaganda de Augusto, aproveitando o facto de Cleópatra estar junto do seu adversário, difamava o casal e comprometia a lealdade de António para com os romanos. A hábil propaganda de Augusto tinha como alvo Cleópatra e indicava-a como verdadeiro inimigo de Roma, António seria apenas um fantoche nas suas mãos. Como seria de esperar esta situação criou cisões no seio do exército de António e muitos quiseram afastar Cleópatra para ganhar o apoio de Roma. No entanto, não o conseguiram fazer. Cleópatra ficou junto de António e apenas partiu no pior momento possível.&lt;br /&gt;No fim de Agosto, António decidiu avançar ao encontro de Octaviano. A frota de António consistia sobretudo de enormes quinquirremes, barcos gigantescos movidos por cinco filas de remadores. Por outro lado a frota de Octaviano era maioritariamente constituída por barcos mais pequenos e manobráveis. Os grandes quinquirremes teriam a suposta vantagem de terem maior tamanho para abalroarem os barcos menores. Contudo a manobrabilidade dos barcos de Octaviano revelou-se fundamental. Os grandes navios não conseguiam acertar nos barcos menores que não deixavam de os atacar com tudo o que podiam. A batalha prosseguiu durante todo o dia. Ambas as frotas optaram por usar tácticas de guerra em terra, lançando setas e lanças aos barcos inimigos, o que obtinha poucos resultados. Ao final da tarde, Cleópatra e o seu esquadrão de sessenta navios egípcios ergueram as velas e afastaram-se da batalha em direcção ao mar alto.&lt;br /&gt;Até hoje, os historiadores debatem os motivos da fuga Cleópatra, e mais estranho ainda, desconhecem-se as razões que levaram Marco António a abandonar o seu exército de milhares de homens e partir com quarenta navios no encalço de Cleópatra. As hipóteses são várias, uns afirmam que António ficou furioso com Cleópatra e partiu impetuosamente sem pensar nas circunstâncias, outros afirmam que tudo teria sido combinado para o casal de amantes conseguir escapar ao cerco de Octaviano. Seja como for, quer tenha sido amor, medo, ódio, excesso ou falta de confiança a causa da fuga de António, o resultado foi uma declarada vitória de Octaviano. No final do dia o exército de António perdeu cerca de cinco mil homens e três centenas de navios de guerra.&lt;br /&gt;Uma semana depois o exército terreno de António, que estava acampado no local, rendeu-se. Passado um ano da batalha de Áccio, Octaviano preparava-se para capturar António com vida, mas este suicidou-se. Cleópatra optou pela mesma saída que o seu amante, provavelmente antevendo a humilhação de ser arrastada pelas ruas de Roma como prisioneira, deste modo, preferiu o amargo veneno de uma serpente no seu palácio em Alexandria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mais informação:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://ehistory.osu.edu/world/articles/ArticleView.cfm?AID=16"&gt;Descrição histórica&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/CleÃ³patra_VII_do_Egipto"&gt;Cleópatra e Marco António na Wikipedia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://luna.cas.usf.edu/~murray/actium/brochure.html"&gt;Arquelogia subaquática no local da batalha&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Emenda:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Graças ao muito atento &lt;a href="http://livrodeestilo.blogspot.com/"&gt;Ricardo&lt;/a&gt; emendei Ácio por Áccio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-116311291030457808?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/116311291030457808/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=116311291030457808&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/116311291030457808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/116311291030457808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/11/ccio.html' title='Áccio'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-116298778079317083</id><published>2006-11-08T11:45:00.000Z</published><updated>2006-11-15T19:51:56.312Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Surf'/><title type='text'>Surf I</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.ancientlibrary.com/smith-bio/" target="_blank"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2856/4135/400/ancient%20library.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;a href="http://www.ancientlibrary.com/smith-bio/" target="_blank"&gt;Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology&lt;/a&gt; by William Smith (1867) — three-volume, 3,700-page ocean of Greek and Roman historical, literary and mythological figures."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente o meu tempo não me permite elaborar textos sempre com a mesma profundidade. Nesses dias mais apertados, deixarei aqui ligações para sítios na rede que considero que valem a pena visitar e guardar nos favoritos.&lt;br /&gt;Este é um desses sítios, o subtítulo é explicativo. O único requisito necessário é saber Inglês. Esta obra de Smith é absolutamente monumental e contém uma miríade de entradas sobre personagens históricas, literárias e mitológicas. A sua utilidade é imensa para qualquer um que estude os clássicos, e também para os amantes dos antigos. Se tiverem tempo façam o seguinte teste: lembrem-se da personagem mais recôndita, apagada e desconhecida que souberem e escrevam na caixa “letter/word”. Atenção porque têm que saber a forma do nome em Inglês, o que por vezes não é tão simples como parece. Se não obtiverem informações úteis aceito as vossas reclamações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor do sítio é &lt;strong&gt;Tim Spalding&lt;/strong&gt;, a quem presto a minha homenagem pelo excelente trabalho.&lt;br /&gt;Bom surf!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.&lt;br /&gt;Se calhar já repararam que escrevo sítio e não &lt;em&gt;site&lt;/em&gt;, rede e não &lt;em&gt;net&lt;/em&gt;, ligação e não &lt;em&gt;link&lt;/em&gt;, confesso que não falo assim, mas na escrita não há desculpa, pois penso que o português ainda tem riqueza lexical suficiente para abranger estas “novas” palavras. Quanto a surf a conversa é outra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-116298778079317083?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/116298778079317083/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=116298778079317083&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/116298778079317083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/116298778079317083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/11/surf-i.html' title='Surf I'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-116285531108004318</id><published>2006-11-06T23:20:00.000Z</published><updated>2006-11-15T19:51:56.255Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grécia'/><title type='text'>Dioniso I</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2856/4135/1600/dionysus.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2856/4135/320/dionysus.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Um dos mais fascinantes deuses da antiguidade sempre foi, para mim, Dioniso. A sua importância prende-se sobretudo à sua estreita ligação com a sublime forma de arte que conhecemos na tragédia ática. A essência da tragédia, para mim, tem muito que ver com a ambiência religiosa que rodeava a Grande Dionísia, normalmente realizada em Março, quando a Primavera inicia a renovação do ciclo da vida. Mas a esta ligação voltarei noutro momento. Penso que irei elaborar uma série de textos sobre Dioniso, porque muitas são as suas facetas e reflexões na cultura helénica. Mas para já queria deixar o elenco dessas diferentes faces da mesma divindade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus do vinho, que ensinou aos mortais a arte de extrair o doce vinho das uvas.&lt;br /&gt;Deus da natureza selvagem, associado com o crescimento da vegetação e com o ciclo eterno das estações do ano; ainda nesta perspectiva está associado com o poder do Deus na sexualidade masculina.&lt;br /&gt;Deus da possessão extática, caracterizado pelo comportamento alucinado das ménades.&lt;br /&gt;Deus da dança, acompanhado por sátiros e ninfas.&lt;br /&gt;Deus da máscara e do disfarce, obviamente muito significativo para o drama ático.&lt;br /&gt;Deus da iniciação mística, que oferece aos seus seguidores a possibilidade de bem-aventurança numa vida depois da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Professor José Pedro Serra, uma das principais características de Dioniso, na sua relação com a tragédia ática, é a sua importância na definição de uma “alteridade do Eu”. O que se prende com uma reflexão sobre a máscara na identidade do actor que a usa. Dioniso será o Deus estrangeiro, que vem de fora, trazendo consigo essa reflexão, ao mesmo tempo subtil e profundíssima, sobre a identidade do outro que no fundo é um outro Eu.&lt;br /&gt;Apenas um apontamento de cariz etimológico sobre a possessão &lt;strong&gt;extáctica&lt;/strong&gt;, do grego &lt;em&gt;ekstatikós&lt;/em&gt;, «aquele que está fora de si». Se analisarmos a palavra mais de perto temos&lt;em&gt; ek&lt;/em&gt;, que significa «estar fora, afastado» e &lt;em&gt;statikos&lt;/em&gt; que vem da raiz *&lt;em&gt;sta&lt;/em&gt;-, de onde também provém o verbo latino &lt;em&gt;sto&lt;/em&gt;, mais familiar no nosso português em «estou». Portanto, &lt;em&gt;ek + statikos&lt;/em&gt;, «aquele que está fora». Mais um contributo para o afastamento do Eu de si próprio, numa cedência ao que temos de mais profundo em nós, esse outro Eu que dança, arranca as ervas com mãos do chão, apanha e dilacera pequenos animais selvagens e que come a sua carne crua e ensanguentada. As ménades mais não são do que um oposto total ao homem do &lt;em&gt;lógos&lt;/em&gt;, da razão. Agora junte-se a este facto, a ideia de que Dioniso está em ligação directa com a própria essência da &lt;em&gt;pólis&lt;/em&gt;, através do seu culto e das representações da tragédia. Essa mesma &lt;em&gt;pólis&lt;/em&gt; conhece, exactamente na mesma época, Sócrates o mais “puro” homem-lógos que a humanidade concebeu.&lt;br /&gt;Espero que o que escrevi seja compreensível para todos, mas confesso que esta é uma questão extremamente complexa para mim e que não posso deixar de estremecer, ao reflectir que esta aparente antinomia entre loucura e razão ainda terá muito a dizer na história da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Easterling, P. E., “A show for Dionysus”, in &lt;em&gt;The Cambridge Companion to Greek Tragedy&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Oxford Companion to Classical Literature&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;e a “magistral” aula do professor José Pedro Serra sobre tragédia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-116285531108004318?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/116285531108004318/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=116285531108004318&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/116285531108004318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/116285531108004318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/11/dioniso-i.html' title='Dioniso I'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-116266018576357870</id><published>2006-11-04T17:07:00.000Z</published><updated>2006-11-15T19:51:56.192Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roma'/><title type='text'>O silêncio do mármore ou o ruído do mercado?</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2856/4135/1600/lucious_titus01.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2856/4135/320/lucious_titus01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando se imagina a vida no quotidiano da Roma antiga tem-se tendência a imaginar grandes edifícios de mármore branco, limpos e puros, onde imperadores e generais se exibem em armaduras douradas para uma multidão de pessoas bem vestidas e bem penteadas. Esta imagem é a que nos foi oferecida pela maior parte dos filmes de Hollywood dos meados do século XX, no entanto, a realidade não era bem esta. Actualmente, os realizadores de Hollywood abandonaram a brancura impoluta do mármore para abraçarem o sangue e o ruído da multidão do coliseu. O gladiador tornou-se a figura em realce e as guerras épicas voltaram aos ecrãs, agora com actores menos penteados e mais sujos de sangue, mas bem mais reais. Contudo o destaque de Hollywood vai todo para o sangue e para a violência, quer seja a das arenas e coliseus ou a das batalhas reais. Ficamos com a ideia de que a vida dos romanos, não passava de duas coisas: ver combates no coliseu, ou então, guerrear contra outros romanos ou contra bárbaros invasores.&lt;br /&gt;A violência era uma característica incontornável da sociedade romana, por sinal tal como da nossa sociedade actual. É verdade que os gladiadores eram admirados pelos cidadãos e alguns vistos como heróis, no entanto a vida em Roma tinha algo mais do que isso. E é justamente isso que pretendo deixar claro neste excerto que traduzi do brilhante livro de Jérôme Carcopino, &lt;em&gt;La Vie quotidienne a Rome&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Durante o dia reinava uma intensa animação, um acotovelar ofegante e uma algazarra infernal. As "tabernae" mal abriam enchiam de gente, estravasando os produtos para a rua. Aqui, barbeiros faziam a barba aos clientes no meio da passagem. Aí andavam os vendedores ambulantes da Transtiberina negociando pacotes de fósforos de enxofre e quinquilharias de vidro. Mais à frente, o dono de uma casa de pasto, rouco de gritar a ouvidos moucos, exibia as suas salsichas, chiando de quente, na frigideira. Professores e alunos gritavam até à rouquidão, uns para os outros, ao ar livre. De um lado, um cambista retinia as suas moedas com a face de Nero numa mesa suja, de outro um ourives malhava com a sua marreta numa pedra já gasta pelo uso. Nos cruzamentos reunia-se um círculo de transeuntes à volta de um domador de cobras. Por todo o lado ressoavam os martelos dos funileiros e as trémulas vozes dos pedintes, invocando o nome de Bellona ou contando as suas aventuras e desventuras para tocar o coração dos transeuntes. O fluxo de pedestres era interminável e os obstáculos no seu caminho não impediam que rapidamente a corrente se transforma-se em torrente. Ao sol ou à sombra uma multidão de gente ia e vinha, gritava, empurrava, caminhando por vias apertadas…*&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente que a visão do séc. XXI da Roma antiga parece estar cada vez mais perto da realidade, e gostei muito de ver na RTP2 a série &lt;a href="http://www.hbo.com/rome/"&gt;Roma&lt;/a&gt;, uma parceria da BBC com a HBO. Nessa série, não deixa de haver gladiadores e batalhas sangrentas, no entanto, o destaque é dado a dois soldados “rasos” da legião de César e às suas vidas no seio da camada popular que constituía a esmagadora maioria dos romanos. Se ainda não viram a série, vejam-na, o DVD está à venda nos locais do costume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*pp. 48-49 da versão inglesa da Yale University Press.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-116266018576357870?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/116266018576357870/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=116266018576357870&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/116266018576357870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/116266018576357870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/11/o-silncio-do-mrmore-ou-o-rudo-do.html' title='O silêncio do mármore ou o ruído do mercado?'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-116256821254603672</id><published>2006-11-03T15:27:00.000Z</published><updated>2006-11-15T19:51:56.130Z</updated><title type='text'>Arrumar a casa nova...</title><content type='html'>Estou a arrumar esta nova casa, que é o &lt;em&gt;breve tempus&lt;/em&gt;. Criar ligações a páginas na rede, a blogs de amigos, colegas, e desconhecidos. Adaptar a &lt;em&gt;template&lt;/em&gt; que a &lt;em&gt;blogger.com&lt;/em&gt; oferece: aumentar o espaço de escrita, melhorar as cores &lt;a href="http://verdete-a-mais.blogspot.com/"&gt;(gosto muito de verde, mas há limites!)&lt;/a&gt;, formatar o tamanho e tipo da letra e outras coisas assim do género.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim de semana escreverei um post novo sobre algum "momento" da cultura antiga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-116256821254603672?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/116256821254603672/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=116256821254603672&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/116256821254603672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/116256821254603672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/11/arrumar-casa-nova.html' title='Arrumar a casa nova...'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-116240613065866646</id><published>2006-11-01T18:31:00.000Z</published><updated>2006-11-15T19:51:56.050Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grécia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Hiparquia, a filósofa grega</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2856/4135/1600/mulher_grega.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2856/4135/320/mulher_grega.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto realizava as minhas leituras sobre filosofia antiga, deparei-me com o nome desta mulher, Hiparquia, fiquei curioso e fui consultar alguma bibliografia sobre ela e a curiosidade em vez de diminuir, antes aumentou. Descobri que Hiparquia foi uma filósofa, que não pertenceu a nenhuma escola filosófica, mas aderiu, por motivos singulares, ao modo de vida dos Cínicos.&lt;br /&gt;Na antiguidade as mulheres tinham um estatuto claramente inferior aos homens, sobretudo na Grécia antiga, onde não eram consideradas cidadãs de direito e todas as actividades socialmente activas eram-lhes negadas, exceptuando as actividades religiosas. Por isso o meu interesse nesta mulher que seguiu o caminho da filosofia e que se terá notabilizado pelos seus tratados filosóficos, mas infelizmente nenhum chegou até nós.&lt;br /&gt;Hiparquia, pertencente a uma família abastada da Trácia, foi mulher de Crates, um eminente Cínico de Tebas. Confirmando a sua importância na história da filosofia antiga, Diógenes de Laércio dedica-lhe um capítulo descrevendo muito brevemente a sua vida, realçando o momento da sua união com Crates:&lt;br /&gt;“Ela apaixonou-se tanto por Crates como pelas suas doutrinas filosóficas, e não podia ser desviada do seu amor por ele, nem pela riqueza, nem pela linhagem ou beleza de qualquer dos seus pretendentes, pois Crates era tudo para ela. Chegou ao ponto de ameaçar os pais com o suicídio se não a deixassem casar com ele. Crates, tendo-lhe sido pedido que a dissuadisse da sua resolução, fez o que pode, e por fim, visto que não a conseguia persuadir, levantou-se e colocou todos os seus escassos pertences à frente dela e disse-lhe: «Este é o noivo que escolhes, e esta é toda a sua propriedade, pensa nisto, porque não poderás ser sua parceira se não partilhares com ele os seus hábitos e se não te dedicares aos mesmo estudos.» Mas a rapariga escolheu-o, e, vestindo as mesmas vestes que ele, casaram-se. A partir daí, surgiam sempre juntos em público e iam a todos os lugares um com o outro.”&lt;br /&gt;Diógenes de Laércio, &lt;em&gt;Vidas dos Eminentes Filósofos&lt;/em&gt;, VI, 96.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filosofia dos cínicos era uma filosofia de carácter prático, era um verdadeiro modo de vida em que a principal característica era o desprendimento material e uma aparente imoralidade, visto que a vergonha era vista por eles como uma fraqueza a suprimir. A ruptura do cínico com o mundo era radical, visto que ele rejeita as regras elementares da vida em sociedade e o seu despudor é total. Crates e Hiparquia até fariam amor em público, demonstrando a sua indiferença pelo pudor “público”.&lt;br /&gt;Segundo P. Hadot o cinismo é a “escolha da liberdade, ou da independência total em relação aos desejos fúteis, a recusa do luxo e da vaidade”.&lt;br /&gt;O que encontro de mais próximo com estas figuras apátridas e insólitas, são, por um lado, os ascetas hindus que mendigam actualmente por toda a Índia , nus e totalmente afastados da realidade social. Por outro lado, as comunidades hippies dos anos 60, ou os chamados “freaks” da actualidade ecoam muitos destes valores de “independência” e “despudor social”.&lt;br /&gt;Contudo, Crates e Hiparquia não se limitavam a escandalizar a sociedade da época, a sua escolha era profundamente reflectida e as suas acções apoiadas num raciocínio filosófico nada descabido. Nesse raciocínio, o homem revolta-se, neste caso radicalmente, contra uma sociedade onde a mera aparência e o poder material são tudo. Não é novidade alguma que a história se repete, nem que vivemos numa época onde os antigos “valores” já não são o que eram, e em que a aparência é tudo e em que o poder monetário é a ambição última do homem. Contudo, parece-me que o destino humano não seja assim tão simples, visto que ainda há quem se revolte, de forma mais ou menos escandalosa, contra esta subserviência perante a futilidade última em que consiste uma nota de papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações em:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ancientlibrary.com/smith-bio/1584.html"&gt;http://www.ancientlibrary.com/smith-bio/1584.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ancienthistory.suite101.com/article.cfm/hipparchia_the_cynic"&gt;http://ancienthistory.suite101.com/article.cfm/hipparchia_the_cynic&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://classicpersuasion.org/pw/diogenes/dlhipparchia.htm"&gt;http://classicpersuasion.org/pw/diogenes/dlhipparchia.htm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-116240613065866646?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/116240613065866646/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=116240613065866646&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/116240613065866646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/116240613065866646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/11/hiparquia-filsofa-grega.html' title='Hiparquia, a filósofa grega'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36914779.post-116233259660470064</id><published>2006-10-31T22:05:00.000Z</published><updated>2006-11-15T19:51:55.965Z</updated><title type='text'>O primeiro</title><content type='html'>Este blog servirá, principalmente, dois propósitos. O primeiro será partilhar alguns momentos singulares da história, cultura e literatura antigas com todos os que me quiserem acompanhar. O segundo é o objectivo, confesso que muito egoísta, de treinar e melhorar a minha escrita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36914779-116233259660470064?l=brevetempus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brevetempus.blogspot.com/feeds/116233259660470064/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36914779&amp;postID=116233259660470064&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/116233259660470064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36914779/posts/default/116233259660470064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brevetempus.blogspot.com/2006/10/o-primeiro.html' title='O primeiro'/><author><name>Manuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09907694690890713133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
