breve tempus

momentos na cultura antiga

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Carmen 51 - Catulo


Aquele parece-me semelhante a um Deus,
aquele, se tal é permitido, parece-me superar os Deuses,
quando está sentado à tua frente,
observando e ouvindo, sem cessar,
o teu doce riso, que a mim, miserável,
arrebata todos os sentidos: porque logo que te vi,
Lésbia, não me resta voz na boca
mas a língua retrai-se, uma leve chama
alastra debaixo do corpo, com seu próprio som
retinem os ouvidos e por uma dupla noite
são cobertos os olhos.

O ócio, Catulo, é te prejudicial:
com o ócio regozijas e exultas demasiado,
o ócio outrora arruinou reis
e prósperas cidades.


Carmen 51 - Catulo (séc. I a.C.)
(trad. 5 de Março de 2005)
A borboleta negra possui o belo nome de Pholisora catullus.

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domingo, janeiro 28, 2007

Surf VI - Blogues Clássicos

Dois textos muito interessantes em dois blogues que costumo visitar:

Influências greco-latinas na língua árabe no Cultura Clássica.

Romance Histórico no Livro de Estilo.

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sábado, janeiro 27, 2007

Teógnis - Basta de hipocrisia...

Não me ames com palavras, tendo noutro lado mente e coração,
se me amas e se fiel é a tua intenção.
Ama-me com mente pura, ou então rejeita-me
e odeia-me e opta pelo conflito aberto.


Teógnis vv. 87-90 – Traduzido por Frederico Lourenço em Poesia Grega de Álcman a Teócrito da Cotovia.


A hipocrisia é tão velha quanto a espécie humana. Provavelmente surgiu antes de o homem dominar a fala. Teógnis de Mégara (séc. VI a.C.) é um raro exemplo de poesia elegíaca grega arcaica que chegou até nós. Nestes quatro versos deixou-nos a sua vontade de se libertar do véu obscuro da hipocrisia.

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quarta-feira, janeiro 24, 2007

Justiça ou Democracia?

Não vi programa que a Xântipa refere neste texto, mas, de facto, não tenho dúvidas que foi pela sua capacidade manipuladora e provocadora de palmas e assobios que a apresentadora foi escolhida para esse programa. A questão da criança é sensível e confesso que não tenho dados suficientes para emitir uma opinião.

No entanto, quanto a Sócrates, considerei o seguinte:

"Sócrates acreditava no sistema, foi julgado pelo sistema e aceitou a decisão do sistema.”

Com todo o democrático respeito, não posso estar mais em desacordo com a insigne classicista Xântipa, e, pelos vistos, também com o excelso Miguel.
Não me parece de modo nenhum que Sócrates (conforme Platão) acreditasse no sistema democrático. Todavia aqui o problema talvez esteja no "filtro" platónico que nos dá uma só imagem de Sócrates. Recordemos que a imagem, como Platão bem sabe, é apenas uma pálida sombra da verdade.
Voltando à questão, parece-me que Sócrates morre às mãos da justiça porque quer demonstrar a sua superioridade moral perante a própria justiça ateniense e não por a respeitar de um ponto de vista meramente "devocional". Parece-me que Sócrates acredita profundamente na justiça mas pouco na democracia. Por isso se submete à justiça, mas num acto verdadeiramente desafiador do sistema democrático que o condenou à morte. Nem sempre aceitar é concordar, neste caso aceitar parece-me ser desafiar. O Mahatma e Cristo deram frutosos exemplos da desafiadora "aceitação socrática".
No entanto, a questão é extremamente interessante e dá pano para mangas. Com certeza já alguém escreveu uma tese sobre o assunto e provavelmente com uma perspectiva diferente da minha ou da visão da Xântipa.
A ideia que me fica depois de ler o Fédon ou outros diálogos platónicos, é que Sócrates quer mudar, e muito, o sistema e, por isso, coloca-o em rotura a todo o momento. O filósofo ateniense fá-lo, colocando em dúvida os vários intervenientes do sistema ateniense do séc. V: desde o rapsôdo, (Íon), ao político (Alcibíades), ao sofista (Protágoras) e ao filósofo (Parménides). O mais flagrante ataque ao sistema como um todo é feito na República, onde o título grego – Politeia – desmente a tradução ligeiramente falaciosa que a tradição lhe atribuiu. Politeia quer dizer “política civil”, “constituição do estado” ou ainda “forma de governo” e de modo nenhum se restringe à república.
Na Politeia, Sócrates desconstrói a base da democracia ateniense – a paideia (educação) helénica. Na verdade, a pólis ideal de Platão é muito pouco democrática.
Levantam-se assim as seguintes questões:
Quem realmente está a falar?
Platão ou Sócrates?
Acreditaria Sócrates assim tanto na democracia?
Se acreditava, porque é que Platão o elege como porta-voz da sua ideologia sócio-política profundamente anti-democrática?

Questões que deixo ao vosso desejado comentário…

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terça-feira, janeiro 23, 2007

O que é o homem?

Todas as grandes e excelentes obras literárias têm momentos de viragem, momentos em que algo se altera profundamente. Seja o rumo da acção ou o destino das personagens. Neste excerto deixo-vos a primeira grande viragem na história da literatura europeia. Príamo, anteriormente rei todo-poderoso de Tróia, pai de inúmeros filhos, é agora um pedinte. E que pede Príamo? Roga a Aquiles que lhe restitua o cadáver torturado do seu filho Heitor, o mais honrado entre os Troianos, o defensor da cidade de muralhas imensas, que foi chacinado pelo temível Aquiles.
Até este momento singular a Ilíada tinha-nos mostrado um Aquiles feroz, autêntico guerreiro implacável, cujo único motor era a sede de vingança. Mas…

Respondendo-lhe assim falou Príamo, semelhante aos deuses:
(…)
Pensa no teu pai, ó Aquiles semelhante aos deuses!
(...)
Respeita os deuses, ó Aquiles, e tem pena de mim,
lembrando-te do teu pai. eu sou mais desgraçado que ele,
e aguentei o que nenhum outro terrestre mortal aguentou,
pois levei à boca a mão do homem que me matou o filho."
Assim falou; e em Aquiles provocou o desejo de chorar pelo pai.
Tocando-lhe com a mão, afastou calmamente o ancião.
E ambos se recordavam: um deles de Heitor matador de homens
e chorava amargamente, rojando-se aos pés de Aquiles;
porém Aquiles chorava pelo pai, mas também, por outro lado,
por Pátroclo. O som do seu pranto encheu toda a casa.

Ilíada, XXIV 486 e 503-512 (trad. Frederico Lourenço)

Depois deste choro purificador, Aquiles restituiu o cadáver de Pátroclo ao seu Pai. Mas muito mais importante do que isso, torna-se um ser humano capaz de rever a dor do próximo na sua própria dor e, desse modo, humaniza-se. Pouco depois, Aquiles morrerá vítima da seta vingadora de Páris, filho de Príamo e irmão de Heitor, mas morre como um homem pleno na sua dor e também capaz de sentir a dor dos outros. Ainda assim, note-se o seguinte, Aquiles não se cristianiza, pois o que faz não é um acto de caridade, é antes um acto da mais profunda dignidade humana que transcende a mera moral e que nos mostra que ser humano é além de tudo o mais entender o humano.

(Lamento a minha ausência nos últimos dias, mas tem-me sido muito difícil conseguir algum tempo para vos deixar algo com pés e cabeça.)

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quarta-feira, janeiro 17, 2007

Etimologia para descontrair V - Escrever ou tecer um texto? A branco ou a preto?

Que relação haverá entre «tecido» e «texto»?
Uma relação estreitíssima aproxima estas duas palavras. A primeira é a sua relação etimológica, já que «texto» vem do particípio passado do verbo latino texere (tecer), ou seja “coisa tecida” ou “maneira de tecer”. E que mais é um texto, que esse tecido entrecruzado de palavras que formam um todo?
Realmente a etimologia ajuda-nos muitas vezes a percebermos o sentido real das palavras. Assim, começarei a afirmar que determinado “texto está cheio de nódoas” ou que outro “texto resplende de novidade”. O sentido é perceptível e a etimologia agradece, sorridente.
Normalmente, as palavras seguem um percurso linear do concreto para o abstracto, facto que está bem patente na relação entre «texto» e «tecido». Mas nem sempre é assim, pois, na evolução da linguagem, há muito poucas regras fixas e imutáveis, se é que as há… Há sim algumas tendências mais generalizadas e outras mais raras e curiosas. Passar do concreto para o abstracto é uma evolução que nos parece natural, contudo há outras mudanças que não são assim tão lineares como poderíamos esperar.
Descobri recentemente que a raiz do proto-indo-europeu *bhel é a antiquíssima origem de black (inglês – preto) e белый (russo – branco). Impressionante não é? Neste caso o fenómeno linguístico é a derivação. A forma inglesa black provém do germânico *blakaz, um particípio de um verbo que significa «inflamar, queimar, arder». Parece-me que faz muito sentido que uma coisa depois de ardida (daí o particípio passado) fique «preta». O «branco» do russo белый (ainda não faço ideia como se pronuncia) está obviamente ligado ao brilho da chama.
Demonstra-se assim a imensa criatividade presente no génio humano e facilmente demonstrável na história da língua.
Por esta e outras razões, parece-me ridículo e quase risível lutar-se por determinada nomenclatura, seja ela branca ou negra, concreta ou abstracta, pois tudo isso é mutável e inconstante. O poder avassalador do tempo acabará irremediavelmente por erradicar todos os vestígios de resistência.

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segunda-feira, janeiro 15, 2007

Há por aí quem diga o que eu diria...

Porque "a perfeição moral inclui o passar-se cada dia como se fosse o último, o evitar-se a agitação, a indolência, a falsidade"*, aconselho todos a lerem o que a Rititi tem a dizer sobre determinados assuntos.

Despir a hipocrisia das suas belas vestes de moralidade é um acto sempre louvável.

* Marco Aurélio, Pensamentos, VII, 69.

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sábado, janeiro 13, 2007

Para que serve...

O Ricardo, no seu Livro de Estilo, levantou uma questão que me parece muito importante:
Para que serve um Mestrado em Literatura Latina?

Esta pergunta também me é feita várias vezes, apenas com um ligeiro twist at he end, ou seja, trocando “Latina” por “Grega”.
Parece-me óbvio que a questão subjacente a estas perguntas é:
Para que serve estudar línguas clássicas?

A resposta o Ricardo já a deu e bem. Posso apenas acrescentar que se ninguém em Portugal continuar a estudar as línguas clássicas, daqui por umas décadas já não haverá qualquer tradução directa do grego ou latim. Desse modo, terão de ler Platão, Aristóteles, Safo, Homero, Vergílio, Cícero, Séneca e tudo o mais a partir de traduções francesas ou inglesas.

Mas o problema não me parece ser a resposta. A verdadeira questão está na necessidade da pergunta. Porque se faz tal pergunta?
Porque é que tudo tem de ter uma utilidade imediata?
Porque é que tudo tem de servir para alguma coisa?

O carácter utilitário da nossa sociedade tende a consumir tudo o resto. Tudo existe apenas para dar lucro monetário. Ora reparem na seguinte frase:“Se não dá dinheiro, não serve para nada e o melhor é acabar com isso depressa, para não gastarmos mais dinheiro com isso.”Não é uma frase estranha aos nossos ouvidos, pelo simples facto de já a aceitarmos sem nos apercebermos das implicações devastadoras que ela traz. A relevância monetária tem tendência a devorar obstinadamente tudo o resto e a própria arte ou cultura só sobrevivem se se juntarem à implacável lógica do mercado. Pois a esta lógica só tenho uma resposta a dar:
Não contem comigo!

E depois da literatura clássica desaparecer vai a toda a outra literatura, por mais viva que seja a língua, e só os “Harry Potters” sobreviverão ao brutal ataque da lógica do lucro. O problema é que os "Harry Potters" são na realidade versões simplistas ou infantilizadas da grande literatura mundial e se esta última acabar já não há fontes para se fazerem mais "Harry Potters".
Atenção que não tenho nada contra os livros da escritora britânica, apenas servem aqui de exemplo, dado o seu esmagador sucesso na lógica de mercado. Antes pelo contrário é primordial que essa literatura mais "leve" exista para atrair para a leitura, e logo para a literatura, grandes massas em todo o mundo.
Mas o que será de Dostoyevsky ou de Proust daqui por uns tempos se não se fizer nada no sentido de alterar a seguinte lógica: "tudo tem de ser simples e útil, não é útil logo não vale dinheiro, não vale dinheiro logo não se faz, não se faz logo não existe".

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sexta-feira, janeiro 12, 2007

Só sei que nada sei...

Por vezes, gosto de por em causa as regras basilares em que me suporto, e penso que é um exercício saudável, pois só assim nos podemos aperceber de determinados erros que acompanham as nossas pressuposições. Hoje dei comigo a por em causa os critérios que definem se uma palavra existe ou não.

Isto deu-se quando visitava o Assim Mesmo, um Blogue sobre a língua portuguesa, com ocasionais reflexões e incursões noutras áreas, porque afinal a língua cobre toda a realidade. Com marcado sentido pedagógico, sem abdicar do necessário humor.

Aí encontrei o seguinte:

"Uma amiga, professora (eu não disse já que conheço muitos professores?) apostou comigo, imprudente, em como não existe a palavra «chapelinho», mas «chapeuzinho»."

Gostava de destacar a oração "não existe a palavra «chapelinho»". Não sentem algo de profundamente paradoxal nesta questão? Como é que pode existir ou não uma palavra que acaba de ser escrita e cujo significado é apreensível por grande parte dos falantes da língua?
Compreendo que "intransparente" seja uma palavra que não exista no léxico português, mas ainda assim, a partir do momento que eu a escrevi, ela está ali e existe, quer queiram quer não. Podem lê-la, dizê-la, decorá-la ou esquece-la, mas neste texto ela existe e está ali. O mais curioso ainda é que a maior parte de vocês sabe o que ela significa…

Isto para chegar à seguinte questão:
Quais são os critérios que "decidem" se uma palavra existe ou não?
Ela ser proferida por determinado grupo de falantes de uma língua?
Têm de ser mais de mil, ou apenas três ou quatro escritores da “praça”?
Têm de ser falantes da “língua padrão”?
Ou a palavra tem de ser atestada em textos literários?
Ou a palavra tem de estar atestada em determinados dicionários? E tudo o que não está lá, não existe?
Ou depende da palavra?
Quem souber a resposta a estas questões, diga por favor…

Exemplos de palavras que todos sabemos o que significam, mas que não existem oficialmente: “ - Deu-lhe um vaipe
“O desarrependimento é feio porque soa mal, mas ainda é pior quando uma pessoa se arrepende de se ter arrependido.”

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quarta-feira, janeiro 10, 2007

Hino a Ares

Ares de força superior, condutor de carros, de elmo dourado,
pujante de espírito, detentor de escudo, libertador de cidades, armado de bronze,
de mão vigorosa, incansável, possante com a lança, muralha do Olimpo,
Pai da Vitória eficaz na guerra, aliado de Témis,
soberano dos rebeldes, líder dos homens mais justos,
detentor do ceptro da masculinidade, revolves o ciclo luminoso
no éter por meio das sete constelações, e aí, para a eternidade, os teus cavalos
fogosos te sustentam sobre a terceira abóbada celeste.
Ouve! Defensor dos mortais, dador da corajosa juventude!
envia do alto uma suave luz brilhante, sobre
a minha vida, e o poder de Ares, para que eu possa
afastar a amarga maldade da minha cabeça,
e vergar os enganosos impulsos na minha alma.
Detém também a ira aguçada do meu coração, que me leva
a avançar no gelado fragor da guerra. Mas tu,
Ó bem-aventurado, dá-me a coragem para permanecer nas inofensivas leis da paz,
fugindo da contenda dos malignos soldados de Kêr.


Hino homérico VIII.

Dedicado às vítimas inocentes dos últimos crimes cometidos pelo exército dos EUA na Somália.

Já não traduzia grego há algum tempo, e por isso, soube-me especialmente bem fazê-lo. Foi como beber a primeira cerveja fresca no calor que se inicia, enquanto se absorve os primeiros raios de Sol de um Verão que desponta. Apenas um apontamento, a falta de palavras em português para "força", em grego e só nos primeiros versos deste hino surgem cinco palavras nesse campo semântico.

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domingo, janeiro 07, 2007

Surf V - In english

Este fim-de-semana, decidi alargar as minhas leituras na blogosfera. Andei a passear no mundo dos blogues em inglês e encontrei alguns bastante interessantes:

Memorabilia Antonina – Historia antiga.

Rogueclassicism – Excelente blogue sobre tudo e mais alguma coisa no mundo antigo.

Remote Central – Arqueologia e astronomia, uma combinação fantástica.

Roman Archaeology – Repositório actualizado de notícias sobre arqueologia romana.

Archaeology in Europe – Semelhante ao anterior mas com um âmbito mais alargado. Tem uma excelente lista de ligações a instituições da área.

Martialis – Um blogue inteiramente dedicado a Marcial, grande poeta romano, mas já não é actualizado há muito tempo…

ARLT – The association for Latin Teaching – Blogue de professores de Latim em Inglaterra. O primeiro parágrafo do último texto deles lembra-me alguma coisa:
“The Rubicon is being approached. The study of classics looks soon to cease in Britain. It is a trend that is more than a generation old, but if it continues, no state school will be teaching Greek within five years and within 10, Latin will have virtually died out.”

Classics in Contemporary Culture – O nome diz tudo.

Campus Mawrtius – Interessante blogue de um classicista reformado.

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sexta-feira, janeiro 05, 2007

Etimologia para descontrair IV - O Mergulho do Sol

Em Sesimbra, o último de 2006, seguido de uma grande festa entre amigos.

Pôr do Sol.
Em grego antigo: dusmê aelíou

Dusmê deriva do verbo duô, que significa «despir, ir, mergulhar». É com este último significado que surge algumas vezes em grego antigo a expressão “mergulho do sol”.

Não soa nada mal pois não?
Mas parece-me que a expressão só soará bem aos ouvidos dos sortudos que já viram um dusmê aelíou no mar. E olhem que não são tantos como isso, pois é preciso reunir algumas condições específicas, como ter o mar derramado a ocidente…

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quarta-feira, janeiro 03, 2007

Para um céptico início de ano encontrei os seguintes excertos:

Nós admitimos o facto que realmente vemos, e reconhecemos que temos um pensamento particular; mas nós não sabemos como é que vemos ou como é que pensamos. Nós dizemos, em jeito de descrição, que isto parece branco, sem confirmar-mos se realmente é.
Diógenes de Laércio, IX, 103.

Eu não afirmo que o mel é doce, mas admito que parece ser doce.
Timão, Sobre os sentidos, em D.L. IX 105.

Cepticismo à parte, espero que este ano corresponda às vossas expectativas.
Bom ano para todos!

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