breve tempus

momentos na cultura antiga

sábado, novembro 18, 2006

Dialéctica II

Encontrei o seguinte no blog de Xantipa, esposa de Sócrates:

"Diógenes: ...Porque choras, ó palerma? Não foi isto que o sábio Aristóteles te ensinou, a saber, não acreditar que são estáveis as coisas dependentes da sorte?"
Alexandre: Um sábio, esse indivíduo, ele que foi o mais safado de todos os aduladores? Deixa que só eu conheça os ensinamentos de Aristóteles, quantas coisas me pedia e quais as que me encomendou, e como ele abusou do meu entusiasmo pela cultura, adulando-me elogiando-me ora a beleza, como se ela fosse uma parte do bem, ora as minhas acções e a minha riqueza. (...) Um charlatão, ó Diógenes, e um comediante!..."

Luciano, pela boca de Diógenes, oferece-nos uma face pouco vista de Alexandre, um palerma desorientado que chegou ao Hades e não sabe para que lado se há de virar. Por sua vez Alexandre dá-nos uma visão ainda mais heterodoxa de Aristóteles. Parece-me muito interessante que por vezes olhe-mos os personagens históricos, sejam filósofos, imperadores ou cortesãs, através de diferentes perspectivas, obtendo assim diferentes panoramas do que essas pessoas poderão ter sido.

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2 Comments:

At 1:21 da tarde, novembro 18, 2006, Blogger Xantipa disse...

Caro Manuel,
Obrigada pela referência.
Os «outros» olhares são sempre interessantes!
:)
Também eu voltarei aqui, claro!

 
At 5:33 da tarde, novembro 18, 2006, Blogger Manuel disse...

Não precisa agradecer.

8)

 

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